Governo afastado deixou ministério em situação delicada, afirma Bruno Araújo

Ministro Bruno Araújo garantiu que programas habitacionais serão mantidos. (Imagem: Carolina Antunes/PR)

Ministro Bruno Araújo garantiu que programas habitacionais serão mantidos. (Imagem: Carolina Antunes/PR)

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, apresentou ao presidente em exercício, Michel Temer, um balanço sobre a situação orçamentária da pasta. Durante o encontro, que aconteceu nesta segunda-feira (13) no Palácio do Planalto, Araújo explicou que ministério tem de empenhar este ano R$ 66,58 bilhões, apesar de ter apenas R$ 7,92 bilhões em caixa.

Segundo o ministro, isso ocorreu porque os compromissos firmados pelo governo afastado com governos estaduais e prefeituras foram feitos sem que houvesse uma contrapartida de recursos em caixa. Contudo, Araújo afirmou que as contas devem entrar nos eixos e que o ministério investirá em parcerias com Estados e municípios para poupar recursos federais.

“O grande problema que levou a esse nível de comprometimento foi [o governo afastado] ter faltado com a verdade com prefeitos e governadores e a falta de planejamento. São essas duas posições que não vamos permitir que aconteça”, ressaltou.

Os dados discutidos com Temer fazem parte de um levantamento do próprio ministério sobre a situação do órgão. De acordo com o estudo, a área de mobilidade urbana é a mais atingida pela disparidade entre recursos empenhados e disponíveis.

Além deste, saneamento e habitação estão entre os setores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mais afetados pelo desequilíbrio de recursos entre o que foi empenhado e o total disponível.

“Se não houvesse nenhuma nova obra assumida, o número de promessas significaria 40 anos do atual orçamento, o que é algo que salta aos olhos”, salientou Araújo.

Área Valor Empenhado Recursos Disponíveis
Mobilidade  R$ 26,07 bilhões R$ 370 milhões
Saneamento  R$ 17,47 bilhões R$ 440 milhões
Habitação R$16,18 bilhões  R$ 6,92 bilhões

De acordo com o ministro, os programas dessas três áreas devem ser prioridade para o governo. Contudo, ele ressaltou que a sociedade deve decidir em conjunto com o governo quais áreas devem ter mais espaço.

Portal Brasil

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