Mercado prevê uma queda da inflação oficial ainda neste ano, segundo pesquisa do BC

Fonte: Reprodução/Bahia Econômica

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O mercado está apostando em uma queda da inflação ainda neste ano. A expectativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), caiu de 6,45% para 6,39% na semana passada, de acordo com dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10), pelo Banco Central.

Para 2015, a variação prevista é de 0,08 ponto percentual, passando de 6,32% para 6,40%, dentro da meta definida pelo governo, de 4,5% ao ano, com margem de flutuação de dois pontos percentuais para mais ou menos. Em 12 meses até outubro, o IPCA desacelerou, atingindo 6,59%. O valor final que valerá será o medido de janeiro a dezembro, quando terminar o ano de 2014, já que a meta é anual.

A queda nas projeções de inflação aparece diante da expectativa de um novo aumento da taxa básica de juros (Selic), para 11,50% ao ano, previsto para dezembro deste ano pelos economistas e investidores do mercado consultados pelo BC. Atualmente, a taxa está em 11,25 % ao ano.

A última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, será no dia 2 e 3 de dezembro, quando poderá se eleva ou não a Selic. Segundo a pesquisa Focus, os especialistas do mercado mantiveram suas estimativas sobre a taxa para 2015 em 12% ao ano.

Crescimento

O mercado manteve o pessimismo quanto ao crescimento neste ano do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País. Os economistas, consultados pelo Banco Central, reduziram na semana passada a estimativa de uma alta deste ano de 0,24% para 0,20%. Para 2015, a estimativa recuou de 1% para 0,80%.

Já a previsão a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2014 subiu de R$ 2,45 para R$ 2,50 por dólar. Para o término de 2015, a previsão para a taxa de câmbio avançou de R$ 2,55 para R$ 2,60 por dólar.

A expectativa para o superávit da balança comercial (total de exportações menos as importações) em 2014 caiu de US$ 2 bilhões para R$ 1 bilhão na semana passada. Para 2015, a previsão foi ajustada de US$ 7,24 bilhões para US$ 7 bilhões.

A projeção para investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil  permaneceu em US$ 60 bilhões. Segundo as Nações Unidas (ONU), o Brasil é um dos países que mais atrai investimentos diretos no mundo.

Em julho deste ano, os Investimentos Estrangeiros Diretos atingiram US$ 5, 898 bilhões, superando US$ 5, 212 bilhões registrados em igual período do ano passado. Esses recursos vindos do exterior são considerados pelo mercado como investimento de alta qualidade, pois são de longo prazo e direcionados ao setor produtivo do País.

Mesmo assim, os analistas consultados pelo Banco Central reduziram a estimativa para o aporte de recursos em 2015, de US$ 60 bilhões para US$ 58,5 bilhões.

Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central

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