PC prende supervisor pedagógico suspeito de estuprar crianças

PC prende supervisor pedagógico suspeito de estuprar criançasA Polícia Civil de Minas Gerais prendeu Paulo César de Sales, 29 anos, supervisor pedagógico de uma escola para deficientes visuais na região Central de Belo Horizonte. Ele é suspeito de abusar sexualmente de crianças com deficiência, na faixa etária de 11 a 16 anos, na instituição onde trabalhava. O mandado de prisão temporária de 30 dias contra o suspeito foi cumprido nessa segunda-feira (29).

De acordo com as investigações, Paulo abordava as vítimas com balas e doces e auxiliava as mesmas a enxugarem seus corpos, após atividades na piscina. Segundo a delegada Thaís Degani, responsável pelas investigações, as vítimas disseram que o suspeito tinha o costume de passar a mão em seus corpos, beijar seus rostos, bem como pedir para elas sentarem em seu colo. “O investigado chegou a masturbar, por diversas vezes, uma das vítimas, bem como solicitou que a mesma o masturbasse”, informou Degani.

Ainda segundo a delegada, em outra ocasião, Paulo chamou outra vítima para uma sala, fechou a porta e pediu para o menor tirar o pênis para fora que iria medir o tamanho do seu órgão genital. O suspeito já foi condenado pelo mesmo crime, em processo remetido à 4ª Vara Criminal de Contagem, bem como pelo delito previsto no artigo 241-B da Lei 8069/90. 

O investigado ainda responde a inquérito perante a 2ª Vara Criminal de Contagem. Neste ano, as investigações tiveram início no dia 25 de fevereiro, quando as famílias das vítimas procuram a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Agora, Paulo irá responder pelo artigo 217-A do Código Pena, que prevê pena de oito a 15 anos de prisão. 

Paulo nega todos os crimes e afirma ser um bom profissional. Embora, como apontam as investigações, não tenha sido efetivada a peneiração em nenhum dos abusos a ação libidinosa praticada ainda configura o estupro a vulnerável.

As investigações continuam e a Polícia Civil acredita que possam surgir novas vítimas.

Polícia Civil de Minas Gerais

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