Retaliação de presos em ataques a ônibus em Campina Grande é investigado pela polícia

wallpaper_uipi_noticiasCriminosos incendiaram um ônibus e tentaram atear fogo em outro veículo, hoje (27), em Campina Grande (PB), a cerca de 120 quilômetros da capital paraibana, João Pessoa. Segundo as autoridades estaduais ninguém ficou ferido nas duas ocorrências. Três adolescentes suspeitos de participar da tentativa de queimar o segundo ônibus já foram apreendidos.

Os dois ataques ocorreram horas após um princípio de rebelião ser contido no Complexo Penitenciário do Serrotão, também em Campina Grande. Os atentados lembram o modus operandi de outros três casos registrados na primeira quinzena de maio, quando, segundo a Polícia Civil, presos que cumprem pena nessa mesma unidade prisional ordenaram os ataques ao transporte coletivo.

A Polícia Civil não descarta a hipótese das duas novas ocorrências serem uma nova retaliação dos criminosos às mudanças implementadas no Serrotão. Segundo o superintendente regional da Polícia Civil em Campina Grande, delegado Luciano Soares, a diretoria do complexo vem aplicando de forma mais rigorosa as regras de segurança, como a segregação dos presos por pavilhão durante os banhos de sol, com cada grupo saindo para o pátio por vez.

O primeiro ônibus foi queimado por volta das 11h30 de hoje, no bairro da Ramadinha, zona oeste da cidade. A ocorrência foi primeiramente atendida por equipes do Corpo de Bombeiros, mas, segundo a assessoria da corporação, quando a equipe chegou, o fogo já tinha se espalhado pelo veículo e os criminosos já tinham deixado o local.

De acordo com o delegado Soares, testemunhas relataram que quatro homens pararam o ônibus, ordenaram que os passageiros e o motorista descessem e espalharam gasolina antes de atear fogo no veículo. Em seguida, fugiram em um carro já localizado, abandonado não muito distante do local da ocorrência.

O segundo ônibus foi parado no bairro de Santa Rosa por quatro pessoas. Os criminosos também chegaram a jogar gasolina no interior do veículo, mas, segundo o delegado, o fogo foi apagado antes que as chamas se espalhassem. Os autores do ataque deixaram o local, mas, na sequência, policiais militares apreenderam três adolescentes identificados como suspeitos e que estão sendo ouvidos.

Segundo o delegado, os dois atentados contra o transporte público e o princípio de rebelião no Complexo Penitenciário do Serrotão podem estar relacionados. Além das regras mais rígidas de segurança, durante o último final de semana, agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (Gpoe) realizaram uma operação pente-fino, buscando drogas, armas e celulares no interior da unidade.

Apesar de rapidamente contido, o princípio de rebelião desta manhã exigiu o envio de policiais militares para auxiliar os agentes penitenciários do Serrotão. Um detento de 26 anos foi ferido na cabeça durante o tumulto. Embora, inicialmente, o ferimento tenha sido identificado como um tiro, o delegado afirmou que é preciso esperar pelo laudo médico, pois pode ter sido causado por algum objeto perfurante.

A Agência Brasil não conseguiu falar com o diretor técnico responsável pela unidade do Hospital de Trauma de Campina Grande em que o apenado Weder Ruane Frazão de Melo, 26 anos, está internado, em estado gravíssimo. A assessoria de imprensa do hospital, por sua vez, não soube informar detalhes sobre o ferimento. Melo deu entrada no hospital por volta das 8 horas, levado por agentes penitenciários.

Agência Brasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *