Em Bogotá, colombianos se preparam para acompanhar jogo contra o Uruguai

 

Colombianos se preparam para assistir à partida entre Uruguai e Colômbia pelas oitavas de final (Repórter Leandra Felipe)

Colombianos se preparam para assistir à partida entre Uruguai e Colômbia pelas oitavas de final (Repórter Leandra Felipe)

Pela segunda vez na história de sua participação em copas do Mundo, a Colômbia chega as oitavas de final e enfrenta hoje (28) o Uruguai. A população do país se prepara para assistir aos jogos deste sábado e no começo da manhã já se concentrava em frente a bares, restaurantes e guardava lugares em parques para acompanhar a partida entre do Brasil com o Chile, e depois a partida da seleção colombiana com os uruguaios. Desde ontem (27) colombianos motivavam a seleção com mensagens nas redes sociais com a frase: “sim, vale sonhar”.

Os colombianos estão divididos sobre a torcida para o Brasil. Antes da Colômbia avançar para as oitavas de final, os colombianos torciam pelo futebol brasileiro, agora já começam a torcer contra a seleção brasileira. “O Brasil é pentacampeão e não queremos enfrentá-los se passarmos do Uruguai”, disse o administrador de empresas, Lucas Ignácio Muñoz.

Perguntado sobre o que fará se a Colômbia não conseguir passar pelo Uruguai e o Brasil vencer o Chile, Muñoz não teve dúvidas: “Aí, vamos torcer pelo Brasil”, respondeu. A expectativa é grande no país, esta é a quinta Copa do Mundo da Colômbia e somente em 1990 a seleção chegou às oitavas de final, mas foi derrotada por Camarões, na prorrogação.

Em Bogotá, os jogos de hoje serão transmitidos em bares, restaurantes, cinemas e em 16 espaços públicos (parques e praças) com telões de alta definição. Com a euforia no país e episódios de violência ocorridos na estreia da seleção no dia 14 de junho, as prefeituras de algumas cidades como Bogotá e Cali resolveram manter a Lei Seca hoje, por causa da partida, como fez nas últimas duas partidas. Desde as 6h da manhã (8h, no horário de Brasília), está proibida a venda de bebidas alcoólicas.

Mas a aplicação da medida não agradou aos donos de estabelecimentos comerciais que vendem bebidas alcoólicas na capital colombiana. A Associação de Bares e restaurantes de Bogotá (Assobares) afirmou ter perdido mais de 70 bilhões de pesos colombianos (U$ 37 milhões) por causa da restrição

Em entrevistas à imprensa local, o presidente da Assobares, Camilo Ospina, disse que a medida foi “exagerada” e defendeu que as nove mortes e mais de 100 feridos – provocadas pelas 3,2 mil brigas registradas após a partida de estreia contra a Grécia – ocorreram nas ruas da periferia da capital e entre gangues inimigas.

“Não houve casos de violência entre o público que frequenta bares e restaurantes, os confrontos poderiam ser evitados se houvesse mais policiamento nas ruas”, destacou.

Mesmo assim, a prefeitura de Bogotá argumenta que a restrição de venda de bebidas alcoólicas reduziu a quantidade de confrontos (as chamadas riñas).

Alguns colombianos aprovaram a adoção da lei seca. O professor universitário Juliano González disse à Agência Brasil que as pessoas têm dificuldade de controlar excessos quando comemoram vitórias da seleção. “Isso aqui é cultural. Mas assim, eu fico mais tranquilo para vir acompanhar os jogos no parque”, diz. Ele chegou cedo com a esposa e o filho de dois anos para fazer um piquenique e assistir no telão a partida da seleção brasileira e em seguida da seleção colombiana.

Para conter as brigas e tentar diminuir os excessos, também foi proibido o uso de farinha de trigo nas comemorações. Na Colômbia, é muito comum a celebração com espuma e farinha. “Tem gente que não gosta, mas quem não gosta deveria não ir para os lugares onde poderíamos brincar”, defende o motociclista Enrique Muñoz, 22 anos.

Fonte: Agência Brasil

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