8 de abril – Dia Mundial de Combate ao Câncer

Alerta para os perigos do câncer nos olhos

O câncer é hoje uma das doenças mais diagnosticadas nos hospitais do Brasil e do mundo. A prevenção dos diversos tipos existentes, se dá justamente na mudança de hábito da população procurando eliminar fatores que  se relacionam com a doença. Outro ponto fundamental quando se fala de câncer é o diagnóstico precoce do tumor. Pensando nisso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu criar essa data específica.

 O dia 8 de abril foi o escolhido para comemorar o Dia Mundial de Combate ao Câncer, estimulando diversos países ao redor do mundo a desenvolverem campanhas de conscientização. A OMS tem como meta atrair a atenção de líderes mundiais e da sociedade para o aumento no índice da doença no mundo e também para a criação ações de prevenção e combate.

 Câncer no olho

Muito raro, porém muito perigoso, o câncer no olho é de prognóstico desfavorável quando diagnosticado em fases avançadas. Geralmente, se origina a partir da proliferação das células malignas nas diferentes estruturas do olho.

De acordo com a médica oftalmologista, Roberta Abdulmassih, os tumores oculares podem ser secundários ou metastáticos. “Nesse tipo de tumor, a origem é em outras partes do corpo, como pulmão, mama, rim, próstata, e se disseminam pelo organismo através da corrente sanguínea e sistema linfático até as estruturas do olho”, afirma. E podem originar-se também a partir dos tecidos oculares. Dos tumores primários do olho, o retinoblastoma e o melanoma constituem os tipos mais frequentes. “O retinoblastoma é o tumor maligno intraocular mais comum na infância. Se origina das células da retina, que é a membrana do olho sensível a luz. Geralmente se manifesta desde o nascimento até os cinco anos de idade. Já o melanoma ocular é o tumor primário mais comum dos adultos. Acomete igualmente homens e mulheres entre 45 e 60 anos de idade.

Na maioria das vezes, o câncer ocular é assintomático, daí a importância de se fazer o exame oftalmológico regularmente e do teste do olhinho, feito logo ao nascimento. Mas, sintomas podem ocorrer e mesmo alterações visuais importantes, como o descolamento da retina, glaucoma, etc, geralmente associados a volumes tumorais significativamente grandes.

O melanoma não apresenta fatores de risco muito bem estabelecidos e o retinoblastoma em 40 % dos casos é hereditário”, explica a médica.

A leucocoria (mancha branca na pupila), que é observada em fotografias com flash, e o estrabismo são o sinal e o sintoma mais comuns no diagnóstico do retinoblastoma.

Tanto no melanoma como no retinoblastoma, o diagnóstico é confirmado por meio de exames do fundo do olho, tais como ultrassonografia do globo ocular , angiofluoresceinografia e outros.

 Prevenção

Alguns sintomas podem estar presentes, tais como dor nos olhos, percepção de manchas ou sombras, redução da capacidade visual e pupila branca nas fotos. “Estar atento a estes sintomas e fazer exames periódicos é necessário, pois eles ajudam a detectar precocemente a ocorrência dessas doenças. Quanto antes detectar maiores serão as chances de cura e menor o risco de metástase”, alerta Roberta Abdulmassih.

Fonte: Serifa

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