Projeto prevê o fim dos lixões em 26 municípios do Sul de Minas

Imagem: Gil Leonardi / Agência Minas O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional (Sedru), e a Associação de Municípios do Baixo Sapucaí (Ambasp), apresentaram na manhã desta sexta-feira (3), em Varginha, durante encontro com prefeitos do Sul de Minas, projeto que visa acabar com a destinação inadequada de resíduo sólido em 26 cidades da região.

O projeto desenvolvido pela Ambasp com o apoio técnico da Sedru consiste na formatação de consórcios intermunicipais de gestão de resíduos sólidos envolvendo as cidades do Baixo Sapucaí. A ideia inicial é a divisão dos municípios em seis grupos, de acordo com a distância entre eles. Cada arranjo municipal será atendido por um empreendimento que visa proporcionar a destinação adequada ao lixo produzido nas cidades.

A proposta de consorciamento que foi apresentado pela Amabasp leva em consideração critérios que definirão a divisão dos municípios, como os aterros sanitários já existentes, os municípios com necessidade de adequação, a disposição da cidade em se tornar um consorciado, a população residente, a facilidade de acesso e as boas condições das estradas.

Com base nesses critérios, a conclusão da pesquisa indica que os consórcios devem ser formados entre os municípios que apresentem distância máxima de cinquenta quilômetros.

A formação de consórcios públicos para a gestão integrada de resíduos sólidos é uma opção que vem sendo incentivada pelo Governo de Minas como alternativa para acabar com os lixões e aterros controlados do Estado, uma vez que incentiva a união dos municípios para solucionar problemas comuns entre eles. Através desta ferramenta, as prefeituras diminuem os seus gastos com a construção e operacionalização dos empreendimentos, uma vez que eles serão divididos entre os consorciados.

“A cada ano que passa vem aumentando o interesse dos prefeitos em se unirem para solucionar a falta de locais adequados para depositar o lixo. Eles estão criando a consciência de que com os consórcios as despesas com a construção e a manutenção de um aterro sanitário, por exemplo, serão bem menores, além de aumentarem a possibilidade de conseguir recursos do governo estadual e federal”, afirma o secretário da Sedru, Bilac Pinto.

Agência Minas

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