Família quer adicionar fotos pessoais ao inquérito da morte de Caio Jéferson

 

Kátia Rocha Santos, mãe de Caio Jéferson, vítima de afogamento ocorrido em novembro do ano passado, procurou a delegacia de Araguari onde o caso esta sendo investigado, para pedir que as fotos registradas no telefone da vítima sejam juntadas ao inquérito policial. Nelas Caio e outros adolescentes posam no interior da lancha sem coletes salva vidas.

Outras fotos mostram crianças no interior da lancha, pilotada pelo empresário Paulo Roberto Cabbia, também sem coletes salva-vidas.

A mãe do garoto afirma insistir com o caso, pois não recebeu nenhum auxílio da empresa onde Caio jogava e pelo descaso do empresário em resolver o assunto.

No inquérito promovido pela marinha, há um trecho do depoimento do empresário, onde ele afirma que “deixou a cargo dos adolescentes decidirem se usariam ou não os coletes salva vidas”.

Outro documento que a família da vítima pede para que seja anexado ao inquérito é o expedido pela seguradora, que afirma não pagar pelos danos, uma vez que a lancha estava com a documentação irregular. Existe ainda um cheque, valor superior a 13 mil reais, assinado pelo empresário, tentando resolver a questão da documentação irregular da lancha “Sarah”.

Caio Jéferson Rocha, de 17 anos, morreu afogado na represa de Miranda dia 30 de novembro de 2013. O corpo dele foi encontrado cinco dias após o afogamento. Caio e outros 18 adolescentes participavam de uma excursão promovida pelo empresário, dono de uma escolinha de futebol em Uberlândia.

Nilson Braz com informações de Antonio Pimenta.

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