Retomada deixa crise menos intensa, diz Meirelles

Indicadores antecedentes mostram volta da confiança e da produção. (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

Indicadores antecedentes mostram volta da confiança e da produção. (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a retomada da economia observada nas últimas semanas, conforme mostram alguns indicadores, vai evitar que a recessão pela qual o País passa seja a maior da história.

A afirmação ocorreu durante seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo o ministro, mesmo com esse início de recuperação, essa é a maior crise desde os anos 1930, quando o mundo passava pela Grande Depressão, que teve a quebra da bolsa de Nova York como estopim.

“Se não houvesse essa retomada, da qual já estamos vendo antecedentes e deve ocorrer, seria a maior da História brasileira”, explicou o ministro. “Essa retomada que estamos vendo para os próximos trimestres evita que seja a maior da História, mas ainda será a maior desde 1931″, observou.

Organizando as contas

Meirelles argumentou ainda que a fatura a ser paga em função de despesas deixadas pelo governo anterior limitam a velocidade de recuperação da economia e das contas públicas. O ministro ainda classificou o pagamento dessas contas como incompatível com a necessidade de fazer o ajuste fiscal.

Apesar dessa incompatibilidade, ele ponderou que é necessário fazer esses pagamentos. “A maneira de solucionar tudo isso (fazer o ajuste fiscal) não é atrasar contas, isso só gera maus hábitos”, afirmou.

Além de Meirelles, o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Abi-Ramia Caetano, também participou do seminário.

Portal Brasil

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