Ministro Alexandre de Moraes vistoria aeroporto de Brasília

PF vai usar biometria ligada à Interpol para reforçar controle de imigração

PF vai usar biometria ligada à Interpol para reforçar controle de imigração

A 12 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, iniciou, nesta segunda-feira (25), a vistoria final nos aeroportos das cidades que receberão partidas do evento. A primeira inspeção foi no terminal em Brasília (DF), e ainda vai ocorrer em Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

“Conseguimos demonstrar que chegamos próximos da Olimpíada com todo o programa, todo o planejamento e toda a coordenação de segurança pública absolutamente em dia”, destacou o ministro. “Entramos na reta final de preparação com força total. A partir de agora, deve crescer o número de turistas chegando [aos aeroportos], sejam turistas internos, mas principalmente externos. Por isso, os aeroportos estarão com efetivo máximo”, concluiu.

Agentes da Polícia Federal apresentaram a Moraes equipamentos e mecanismos que foram testados no local e que serão usados para reforçar a segurança do aeroporto durante a Olimpíada. Um aparelho com leitor biométrico vai aprimorar a fiscalização dos estrangeiros pelos agentes do controle de imigração. O dispositivo é conectado com o banco de dados da Interpol e alerta os agentes caso o turista tenha pendências com a agência internacional.

Os visitantes também terão de passar por body scanners (scanner corporal), mais precisos do que os equipamentos de Raios X e muito utilizado em aeroportos nos Estados Unidos. Além disso, policiais federais vão patrulhar as plataformas com cães da raça pastor belga treinados para farejar e denunciar a presença de explosivos escondidos nos aeroportos.

Lei antiterrorismo

Após os atentados que ocorreram em Nice, na França, o governo federal intensificou o esquema de segurança no País durante os Jogos. Cerca de 88 mil homens, entre militares e policiais, foram deslocados para a operação.

O serviço de inteligência do País investiga as movimentações no ciberespaço e monitora possíveis ameaças. Na última quinta-feira (21), a Polícia Federal prendeu dez pessoas em sete Estados do País, suspeitos de serem simpatizantes do Estado Islâmico e acusados de atos preparatórios de ações terroristas.

Essas foram as primeiras prisões com base na lei antiterrorismo, em vigor desde março. O ministro da Justiça afastou a possibilidade de que um segundo grupo esteja planejando atos terroristas.

Fonte: Portal Brasil

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