Em discurso anual,Putin faz ameaças ao governo da Turquia

PutinCrise ucraniana: Durante seu longo discurso, Putin também falou sobre a crise na Ucrânia e disse que o governo de Kiev “manipula” o acordo de paz, assinado em Minsk, para jogar a comunidade internacional contra os russos.

    “A Rússia quer respeitar o acordo de Minsk, mas é preciso ver o que está escrito no acordo. Nós não queremos um aumento na violência do conflito na Ucrânia, mas a situação não pode ser resolvida com a eliminação das pessoas que moram no Donbass [área separatista]”, disse o presidente.

    Desde o início de 2014, duas grandes áreas da Ucrânia lutam pela separação do território ucraniano e a consequente anexação à Rússia. A Crimeia, que fica ao sul do país, conseguiu se separar e se uniu aos russos, provocando uma série de sanções internacionais contra Moscou.

    Já a área do Donbass, que tem em Donetsk e Lugansk as maiores lideranças, está em guerra com Kiev desde então. Milhares de pessoas já morreram nos conflitos mesmo com a assinatura de um acordo de paz, o “acordo de Minsk”.

    Por causa disso, Putin confirmou que a “zona econômica especial” que havia com Kiev foi suspensa, mas que seu governo não irá impor nenhuma punição financeira “porque não há nenhum benefício”.

    As sanções aplicadas aos russos tiveram grande reflexo na economia do país. Contudo, o mandatário acredita que a crise econômica “está praticamente superada”.

    “Reduzimos a fuga de capitais e a nossa balança comercial está positiva. As estatísticas mostram que a economia russa superou o ápice da crise”, destacou. Ele mostrou ainda um balanço de seu governo que mostra um crescimento econômico de 0,7% para o ano que vem, de 1,9% em 2017 e de 2,4% em 2018.

    – Voos para o Egito: A decisão de suspender os voos para o Egito, após a queda do avião da Metrojet no dia 31 de outubro, que matou as 224 pessoas a bordo, foi tomada “por motivos de segurança e não por falta de confiança na relação com o Cairo”, falou Putin.

    Segundo o líder do Kremlim, a liberação dos voos para o país será efetuada assim que entrarem em vigor “medidas adequadas” antiterrorismo. Ele elogiou o presidente do Egito, Abdel Fattah al Sisi, pela coragem demonstrada na luta contra os terroristas.

Ansa Brasil

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