Dilma chega à Rússia para cúpula dos Brics

Russian President Vladimir Putin meets Brazil's President Dilma Rousseff.A presidente Dilma Rousseff chegou nesta quarta-feira, 8, ao hotel Bashkortostan, no centro da cidade de Ufá, no interior da Rússia. Após pernoitar em Portugal, a presidente não falou com a imprensa, embora jornalistas a tenham questionado na portaria do hotel sobre a troca de acusações de “golpismo” entre o governo e opositores.
    Dilma participa nesta quarta de um jantar oferecido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, aos chefes de Estado dos Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Logo depois, está prevista uma reunião bilateral entre os dois.
    Não há detalhes sobre a pauta do encontro, que será fechado à imprensa. A reunião organizada pelo líder russo tem como objetivo estreitar as relações econômicas entre os cinco grandes emergentes, organizando a entrada em operação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e do Fundo Contingente de Reservas (CRA), lançados no ano passado, em Fortaleza.
    A comitiva brasileira deixou Brasília na terça-feira, fez uma escala técnica em Porto, em Portugal, e seguiu viagem à região centro-sul da Rússia, onde se situa Ufá. Para o governo russo, a cúpula dos Brics é uma oportunidade de mostrar que o país não está isolado pela comunidade internacional, mesmo com as sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia em razão do conflito no leste da Ucrânia. A crise diplomática e militar deve ser evocada, assim como a turbulência na Grécia e na zona do euro.
    Mas o maior interesse da cúpula é a coordenação econômica e financeira entre os grandes emergentes, que enfrentam reduções em seus ritmos de crescimento ou, no caso do Brasil e da Rússia, recessões. Um dos focos de interesse será o roadmap, o projeto de estratégia de parceria econômica para áreas como investimentos em infraestrutura, comércio, energia, agricultura, tecnologia, entre outras, com iniciativas para acelerar o ritmo de crescimento.
    Outro tema importante é a criação das regras de funcionamento do Fundo Contingente de Reservas (CRA), espécie de Fundo Monetário Internacional dos Brics, que disporá de US$ 100 bilhões – dos quais US$ 18 bilhões do Brasil. A outra instituição criada pelos cinco sócios dos Brics, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), entra neste ano em fase operacional com um total de US$ 50 bilhões para financiar projetos de infraestrutura.

Ansa Brasil

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