Jovens avaliam atuações na política internacional

Imagem: Participatório

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No segundo dia do 2º Seminário Juventude e Política Internacional, que acontece até hoje (4), em Brasília, foi a vez de discutir a pauta internacional em grupos de trabalhos.

Os 45 jovens selecionados para participar do evento debateram temas específicos de acordo com os espaços de atuação política existentes atualmente.

O evento é uma realização da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).

A assessoria internacional da SNJ atua em espaços da Organização das Nações Unidas (ONU) como a Assembleia Geral, Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) e pós-2015; nos Blocos Regionais, a atuação se dá em países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e União de Nações Sul-Americanas (Unasul); já nos Blocos Identitários, a atuação se dá na Organização Iberoamericana de Juventude (OIJ) e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A SNJ tem inserido jovens da sociedade civil em processos internacionais via chamada pública, como aconteceu na Conferência Mundial de Juventude, que ocorreu em maio de 2014 no Sri Lanka, e no I Fórum Global de Política de Juventude, que aconteceu em outubro, no Azerbaijão.

Nos fóruns e eventos desses espaços internacionais de atuação da sociedade civil, a SNJ se faz presente “disputando” a concepção de juventude como sujeitos de direitos e articulando parcerias e lutas para o desenvolvimento da juventude em âmbito global.

De acordo com Bruno Vanhoni, assessor internacional da SNJ, “a ideia dos grupos de trabalho no seminário é aprofundar as formas de incidência dos jovens, de movimentos sociais e entidades da sociedade civil, nesses espaços”, explica.

A juventude brasileira incidindo para além das fronteiras

A partir disso, qual a agenda atual de cada um desses espaços de atuação? Em quais vias a juventude deve atuar daqui pra frente? Quais as pautas prioritárias da sociedade civil, por meio das organizações e movimentos sociais?

Com a resposta a esses questionamentos, será possível avaliar as formas de articulação entre governo e jovens da sociedade civil em todo o mundo.

A jovem pernambucana Claudia Vasconcelos, 26, é uma das participantes. Feminista, ativista social, ela já participou de eventos internacionais como o encontro do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que aconteceu no início do ano na África do Sul.

“Pra mim, estar aqui é uma grande formação. Sou ativista no Brasil, mas quero poder atuar com mais qualificação nos ambientes internacionais. Quero trazer minha contribuição com discussões sobre direitos sexuais e reprodutivos, respeito à sexualidade, livre orientação sexual e a garantia desses direitos também para população que vive com HIV”, disse.

Fonte: Portal Brasil

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