Ebola: Governo americano monitora pessoas em Dallas

Governo americano monitora pessoas em DallasO primeira atendimento hospitalar à pessoa que recebeu diagnóstico de ebola nos Estados Unidos, no estado do Texas, não foi feito de maneira adequada quanto ao repasse de informações sobre sua chegada da Libéria. A declaração do diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças infecciosas (Niaid, sigla em inglês), Anthony Fauci, à imprensa americana, na noite dessa quarta-feira (1º), confirmou as especulações já mencionadas por veículos de comunicação no país.

Agora as autoridades querem saber se o paciente, supostamente liberiano, teria tido contato nos dias em que não estava isolado. O governo admite que cerca de 20 pessoas podem ter tido contato com o paciente, cinco delas crianças.

“O histórico de viagem [protocolo de informações sobre a chegada recente da Libéria] foi feito, mas não comunicado de forma adequada. Foi um erro, o hospital deixou a peteca cair”, disse Fauci em entrevista exibida pela rede americana CNN.

Ele lembrou que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) foi rigoroso ao enfatizar a importância do histórico de viagem adequado.  Funcionários do hospital em Dallas teriam confirmado que não foi feita a “devida comunicação ao médico” sobre o histórico do paciente.

A viagem à África foi supostamente comunicada à enfermeira que o atendeu, mas segundo o diretor do Niaid, isso não teria chegado ao médico. O homem, então, foi submetido a exame de sangue básico, mas não ao teste que detecta o ebola.

Mais cedo, Edward Goodman, o médico infectologista do Hospital Presbiteriano do Texas, em que o paciente está internado, disse à imprensa que, no primeiro atendimento, a pessoa apresentava febre baixa e dores abdominais. Texas

No entanto, três dias depois, o homem regressou ao hospital e aí sim foi isolado com suspeita de contaminação por ebola. As autoridades de saúde americanas, do CDC e do Niaid investigam agora onde ocorreu o erro. A suspeita é de que a enfermeira que atendeu o paciente na primeira atenção não tenha feito a observação da viagem.

O hospital se defendeu, durante entrevista com o governador do Texas, Rick Perry. “Seguimos todos os protocolos do CDC sugeridos na época. Nossa equipe é exaustivamente treinada em procedimentos e protocolos de controle de infecção”, informou o médico do hospital nessa quarta-feira.

O protocolo do CDC recomenda que todos os serviços médicos devem perguntar aos pacientes, com sintomas compatíveis com o ebola, sobre seu histórico de viagem.

Agência Brasil

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