Em SP – Deputados são investigados por venda de emendas

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Marco Feliciano (PSC)

O Ministério Público de São Paulo aponta participação de cinco deputados federais em um esquema de venda de emendas parlamentares. Segundo denúncia, eles recebiam propina das empreiteiras.

O escândalo de fraudes em obras de 78 prefeituras do Estado de São Paulo chegou ao Congresso Nacional. As provas estão em escutas telefônicas autorizadas pela justiça. De um lado da linha, o lobista e ex-funcionário da Assembleia de São Paulo, Osvaldo Ferreira Filho. Do outro, um homem identificado como Betão.

A conversa gravada em 2010 cita a participação dos hoje deputados federais Otoniel Lima (PRB) e Marco Feliciano (PSC) no suposto esquema criminoso. O golpe funcionava assim: em nome das empreiteiras, lobistas procuravam deputados e pagavam propina para conseguir dinheiro para as obras. A verba era liberada para as prefeituras através de emendas parlamentares e a construtora contratada era sempre a mesma, do grupo Scamati.

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Otoniel Lima (PRB)

Um relatório do MP de São Paulo indica que deputados, senadores e ministros podem estar envolvidos na fraude. A investigação revela que o empresário Olívio Scamati, apontado como chefe da quadrilha, falou com um engenheiro sobre mais de R$ 1 milhão, conseguidos por Aldo Rebelo, na época deputado federal, e atualmente ministro dos esportes.

O documento diz ainda que uma assessora do deputado Cândido Vacarezza (PT) ligou e perguntou a Olívio Scamati se ele podia emprestar um avião para o deputado fazer campanha no interior de SP.

Scamati e outras 12 pessoas estão presas. No total, cinco deputados e um senador são citados. Eles só poderão ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal. Por telefone, o deputado Marco Feliciano negou participação nas fraudes. A assessoria do ministro Aldo Rebelo disse que ele não tem nenhum tipo de ligação com o grupo Scamati. Os deputados Vacarezza e Otoniel Lima não foram encontrados.

SBT

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