Alemanha: Boca de urna mostra derrota eleitoral para Merkel em pleito regional

uipi-berlim-gettyimages-12052010BERLIM – Os democrata-cristãos da chanceler alemã Angela Merkel receberam um duro golpe neste fim de semana, ao perderem as importantes eleições regionais realizadas neste domingo (09/05) no estado da Renânia do Norte-Vestfália.
A coalizão entre os democrata-cristãos da CDU e os liberais do FDP, que sustenta o governador do estado, Jürgen Rüttgers, perdeu sua maioria no parlamento local e terá que deixar o poder daquele que é o estado mais populoso da Alemanha, com 13,5 milhões de eleitores.
 

Pleito regional, consequências federais

 
O resultado do pleito regional tem repercussões em nível federal. A votação, única no país neste ano, serve como um indicativo da insatisfação do eleitorado com a atual política do governo alemão. Além disso, a derrota da aliança entre democrata-cristãos e liberais no estado tem como consequência direta a perda da maioria governamental no Bundesrat, a câmara alta do legislativo federal.

Este último fato poderá obrigar o governo Merkel a ter que negociar com a oposição para conseguir a aprovação de determinados projetos de lei.

O Estado de Renânia do Norte-Vestfália (Nordrhein-Westfalen) é o mais populoso da Alemanha, com 18 milhões de pessoas e considerado o termômetro político do país. Muitas cidades do Estado estão sendo consideradas como à beira da falência.

A importância política de eleições no estado mais populoso da Alemanha pôde ser verificada em 2005. Na época, o então chanceler alemão, Gerhard Schröder, decidiu convocar eleições gerais antecipadas, não vendo mais perspectivas para sua coalizão de governo em Berlim, depois da derrota da aliança entre verdes e social-democratas na Renânia do Norte-Vestfália. Desde então, o governo federal é comandado por Angela Merkel.

 

Grécia e orçamento causam queda de popularidade

 
A campanha eleitoral ocorreu em meio à decisão, impopular entre alemães, do governo Merkel aprovar um pacote bilionário de ajuda financeira à Grécia. Tanto a chanceler, como seu correligionário, Rüttgers, atravessaram as últimas semanas com níveis de popularidade na descendente. Os níveis de aprovação do governo alemão têm caído sensivelmente desde que a chanceler vem vacilando há meses entre a necessidade de decretar medidas contenção de despesas orçamentárias e de conceder alívios tributários prometidos aos cidadãos na campanha eleitoral do ano passado. Além disso, muitos eleitores estão insatisfeitos com a decisão de socorro a Grécia com créditos de bilhões de euros.
 
 

Fonte: ABN News/ Imagem: Getty Images

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