DF: Funcionários de hospital morrem por falta de leito

Adalberto Manoel da Silva Passos

Adalberto Manoel da Silva Passos

Dois funcionários morreram em um hospital público do Distrito Federal (DF) onde trabalhavam. Segundo parentes, eles precisavam de UTI e não havia leitos disponíveis.

Adalberto Manoel da Silva Passos tinha 49 anos e dedicou metade da vida ao trabalho no Hospital Regional de Taguatinga, onde morreu. Ele era responsável pela ala de gesso. No último sábado passou mal do estômago e foi internado com hemorragia interna.

Segundo informações, ele chegou a ser atendido e médicos fizeram de tudo o que podiam, mas fatores que independiam do atendimento podem ter provocado a morte. A vaga num leito de UTI só surgiu horas após a morte. Ele morreu numa sala ao lado da que trabalhou por quase 25 anos.

O enfermeiro Alberto Cesar foi pessoalmente tentar comprar um medicamento que não havia no hospital. Foram 45 minutos de trajeto em carro próprio, pra comprar o remédio do próprio bolso, porque na Secretaria não tinha, mas não teve tempo.

A morte causou revolta entre os funcionários.

Almir Ferreira

Almir Ferreira

O caso de Adalberto não é o único e demonstra o caos no sistema público de saúde. Dois dias antes da internação dele, outro funcionário teve um infarto e morreu. Almir Ferreira também precisava de uma UTI e nada.

A direção do hospital de Taguatinga informou que Adalberto recebeu toda a assistência médica e que o paciente seria transferido para outra unidade.

SBT

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