Ex-delegado mineiro é condenado a 18 anos por matar namorada

Geraldo teria matado a namorada com um tiro na cabeça (Foto: Reprodução Internet)

Geraldo teria matado a namorada com um tiro na cabeça (Foto: Reprodução Internet)

Foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, o ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo, de 42 anos. Ele foi considerado culpado pela morte de sua ex-namorada Amanda Linhares dos Santos, de 17 anos, em 2013, que foi atingida por um tiro na cabeça no dia 14 de abril de 2013 na BR-356 (Rodovia dos Inconfidentes).

A jovem morreu 50 dias depois em Belo Horizonte. A leitura da sentença foi feita pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva, após três dias de julgamento, no Tribunal do Júri de Ouro Preto.

Conforme a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o condenado retornou para a Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte.

O réu foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e utilizando meio que tornou impossível a defesa da vítima. Por este crime, a juíza fixou a pena em 17 anos e 6 meses de reclusão. Ele também foi condenado por fraude processual, com pena fixada em 1 ano e 3 meses de detenção.

Foto: TJMG

Foto: TJMG

O promotor Vinícius Galvão iniciou sua sustentação às 12h40 falando sobre o relacionamento entre o ex-delegado e a vítima. Ele mencionou as brigas do casal e situações violentas. Ele falou também da contrariedade da mãe da vítima com o relacionamento da filha com o réu e rebateu, veementemente, a hipótese de suicídio defendida pela defesa.

Para ele, as manchas de sangue no carro do réu são incompatíveis com tentativa de suicídio dentro do carro, como sustentado pela defesa. Ele também falou sobre as marcas na cabeça da vítima deixadas pelo tiro e citou o laudo do inquérito que aponta a ausência de chamuscamento e zona de tatuagem, característica de tiro a curta distância.

O promotor lembrou aos jurados que, além do homicídio, o réu responde por fraude processual, já que tentou modificar as provas do crime. Ele descreveu os atos praticados pelo réu para destruir provas após os acontecimentos. O Ministério Público também rebateu a hipótese de perseguição da Corregedoria da Polícia Civil contra o réu, alegada pela defesa.

Fonte: TJMG

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