Viúva volta a acusar Israel de envenenar Arafat

Yasser ArafatNo aniversário de 11 anos da morte de Yasser Arafat, o chefe da comissão palestina que investiga o caso, Tawfik Tirawi, e a viúva Suha Arafat voltaram ao ataque contra Israel, a quem acusam de ter envenenado o ex-líder.

“Em breve, revelaremos provas que demonstram o assassinato. Israel é responsável”, disse Tirawi à ANSA. Já Suha declarou à agência local “Ma’an” que está pronta para levar o inquérito ao Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado na cidade holandesa de Haia.

“Foi o polônio que destruiu todas as células do seu corpo e do seu cérebro”, acrescentou a viúva. Arafat morreu em novembro de 2004, aos 75 anos, em um hospital militar de Clamart, nos arredores de Paris, depois de uma repentina piora em seu estado de saúde. Os médicos disseram na época que a causa da morte foi uma falência múltipla dos órgãos.

Em 2013, três grupos de especialistas – um suíço, um russo e um francês – receberam permissão para exumar o corpo do ex-presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) para apurar se era verdadeira a hipótese de que ele teria sido envenenado por polônio 210, como cogitado por um grupo de médicos de Lausanne, na Suíça, que examinara objetos pessoais usados por Arafat no hospital de Clamart.

No entanto, em setembro deste ano, a corte francesa de Nanterre estabeleceu que não há provas de que o ex-líder foi assassinado.

Agência Ansa

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