Ato contra tarifa termina de forma pacífica em SP

 

Integrante do Movimento Passe Livre (MPL) em protesto contra o aumento da tarifa dos transportes. (foto: TABA BENEDICTO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Integrante do Movimento Passe Livre (MPL) em protesto contra o aumento da tarifa dos transportes. (foto: TABA BENEDICTO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

A manifestação de ontem (20) contra o aumento das tarifas nos transportes terminou de forma pacífica na zona leste da capital paulista. A Polícia Militar (PM) estima que 500 pessoas tenham participados do ato. Já o Movimento Passe Livre (MPL) informa que foram mais de 8 mil.

Os manifestantes saíram da Praça Sílvio Romero às 18h30, passaram por ruas dos arredores até chegarem à Radial Leste, que ficou interditada no sentido centro, por volta das 20h até as 20h30. A caminhada se estendeu pela Radial Leste até virar à esquerda na Rua Silva Jardim e subir o Viaduto Guadalajara.

No final do viaduto, onde fica o Largo São José do Belém, houve dispersão tranquila dos manifestantes, por volta das 21h15.

Durante todo o trajeto, militantes do MPL conversaram com o comandante da operação especial de segurança, capitão Ubirajara Storai, sobre os rumos da caminhada. A Tropa de Choque da PM acompanhou toda a manifestação.

Ainda na concentração do ato, o comandante Storai explicou que a ordem era impedir que os manifestantes entrassem na Radial Leste, sentido bairro. “Radial Leste, sentido bairro, nem pensar. Sentido centro, dependendo do horário, podemos até conversar”, disse ele. Viaturas da PM já eram vistas em diversos pontos de saída para a Radial.

O MPL comemorou o fato de o protesto seguir de forma pacífica, além de reunir tanta gente em uma região fora do eixo central da cidade. Já está marcado novo ato para sexta-feira (23), com concentração no Theatro Municipal.

Após o término do protesto, a PM informou que 15 pessoas tentaram fechar a Radial Leste, e a bilheteria da Estação Belém foi depredada.

 Nas duas últimas sextas-feiras (9 e 16), os protestos na capital contra o aumento da tarifa terminaram de forma semelhante. Houve correria após alguns mascarados quebrarem agências bancárias e a polícia agir com o laçamento de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha, não só contra eles, mas contra parte dos manifestantes que seguia de forma pacífica.

Em junho de 2013, diversas manifestações tomaram a cidade por causa do anúncio de aumento das passagens de R$ 3 para R$ 3,20. A reação da população teve sucesso e a majoração da passagem foi revertida.

Fonte: Ansa Brasil

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