Quatro pessoas são indiciadas no Rio por rompimento de adutora ocorrido em julho

Quatro pessoas são indiciadas por rompimento de adutora no RioA Polícia Civil indiciou quatro pessoas pelo rompimento da adutora da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) ocorrido no dia 30 de julho. A força da água arrastou e matou uma criança de 3 anos, feriu 17 pessoas e deixou pelo menos 70 pessoas desabrigadas no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público na terça-feira (29). Foram responsabilizados pela Polícia Civil o dono da fábrica de bebidas Guaracamp, dois engenheiros e um operador de retroescavadeira. Eles foram indiciados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), lesões corporais, crimes ambientais e danos ao patrimônio público.

O delegado Marcus Drucker, titular da delegacia de Campo Grande, informou que as investigações apontaram para irregularidades na obra. “Indiciamos quatro pessoas. Ele [proprietário da Guaracamp] estava fazendo uma obra irregular, passando máquinas pesadas em cima do caminho onde passava a adutora, que culminou em seu rompimento. O terreno pertencia ao dono, não à Guaracamp. A pessoa física é a culpada, não a jurídica”.

O rompimento da adutora, no fim da madrugada do dia 30 de julho deste ano, fez com que cerca de 3 mil litros de água jorrasse sobre carros e imóveis da região, destruindo casas e arrastando pessoas. A menina Isabela Severo da Silva, de 3 anos, chegou a receber massagem cardíaca dos bombeiros que a socorreram, mas engoliu muita água e não resistiu.

A Cedae informou que todas as famílias que ficaram desabrigadas no incidente já foram ressarcidas e realocadas. Enquanto as casas eram reconstruídas, as pessoas permaneceram em hotéis da região e receberam alimentos, medicamentos, e uma bolsa-auxílio da companhia.

Agência Brasil

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