Lavrador espancado até a morte foi confundido com pedófilo em cela

Vandir Nestor Rodrigues tinha a ficha limpa com a polícia

Vandir Nestor Rodrigues tinha a ficha limpa com a polícia

A falha do sistema que levou à morte de um homem detido por embriaguez no trânsito, dentro de um presídio em Santa Luzia, tem detalhes assustadores. A vítima foi espancada por, pelo menos, dez presos, durante uma noite inteira. Segundo o delegado, os agressores acharam que o colega de cela era um estuprador pedófilo. A advogada da família denuncia os erros e disse que vai processar o Estado pela morte da vítima que não tinha antecedentes criminais.

Jucilene Magalhães diz que fez de tudo para tirar Vandir Nestor Rodrigues da cadeia, depois que os parentes descobriram que ele estava preso. A Secretaria de Defesa Social informou que o homem de 34 anos só foi parar no presídio porque ninguém pagou a fiança. O lavrador morreu três dias depois. “Eu estive em contato com o promotor desde o início… A ficha dele era tão boa que o promotor liberou sem pagar fiança”, conta a advogada.

Vandir foi preso por dirigir embriagado, de acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM). O teste do bafômetro revelou índice de álcool no sangue acima do permitido por lei, 1,66

O lavrador ficou numa cela com outros 13 presos: assaltantes, traficantes e pelo menos um homicida. De acordo com o inquérito, dez deles confessaram participação no espancamento que começou à noite e só terminou no dia seguinte. O homem que não tinha ficha criminal saiu do presídio carregado.

Funcionários do posto de atendimento para onde Vandir foi levado disseram que quando ele chegou já não dava tempo de fazer nada e o médico só fez o laudo.

Segundo a polícia civil, os presos que mataram o lavrador confessaram o crime. Eles foram autuados por lesão corporal seguida de morte. Sobre as falhas

Alterosa

Uma resposta a Lavrador espancado até a morte foi confundido com pedófilo em cela

  1. Lauro Medeiros disse:

    Casos assim a imprensa não divulga. Quando um sujeito é preso sob a acusação de praticar pedofilia, também sofre linchamento moral por parte da imprensa tendenciosa que se aproveita de fatos assim para promover sensacionalismo. Neste caso, em particular, o acusado era inocente, mas, mesmo assim, foi executado por gente verdadeiramente criminosa e que, portanto, não tinha nenhuma moral para julgá-lo nem que fosse realmente culpado do delito de que o acusaram injustamente. O pior aconteceu. Uma vida se perdeu. E agora? O que o Estado fará para compensar esta situação? Se fosse da família, lutaria por uma indenização de 10 milhões de reais.

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