Bolsa Atleta patrocina medalhistas brasileiros

Incentivo foi importante para a carreira de Felipe Wu, primeiro medalhista brasileiro nos Jogos de 2016. (Imagem: Francisco Medeiros/ME)

Incentivo foi importante para a carreira de Felipe Wu, primeiro medalhista brasileiro nos Jogos de 2016. (Imagem: Francisco Medeiros/ME)

À exceção das do futebol, todas as 17 medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio até este sábado (20)  foram de atletas patrocinados pelo Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte. Em dez anos, completados em 2015, foram investidos mais de R$ 600 milhões na inciativa, permitindo a cerca de 17 mil atletas se dedicarem aos treinamentos em alto nível.

Em 2016, são 6.152 atletas contemplados com investimento de R$ 80 milhões. Nos primeiros 10 anos, o programa concedeu mais de 43 mil bolsas.

Um exemplo do que o incentivo pode significar na carreira é dado por Felipe Wu, primeiro medalhista brasileiro nos Jogos de 2016, com a prata no tiro esportivo. Ele representou os atletas na cerimônia e explicou que o patrocínio, que recebe há oito anos, permitiu a manutenção dos treinamentos. “Melhorou meu nível pelo simples fato de não depender mais do meu pai. Desde que comecei a receber a bolsa, ajudou bastante no meu desenvolvimento”, contou.

O ex-ginasta olímpico Mosiah Rodrigues, coordenador do Bolsa Atleta, afirma que o grande diferencial do programa é que o atleta é o gestor dos recursos. “Cumprimos o papel de apoiar diretamente o atleta, sem passar por confederações ou entidades”, apontou.

Ex-atleta olímpico pela natação, Luiz Lima, atual secretário de Esporte de  Alto Rendimento do Ministério do Esporte, foi bolsista e frisou as dificuldades enfrentadas por quem pretende disputar uma Olimpíada. “É sacrificante. É preciso estar no lugar certo, ter clube, técnico, família apoiando, patrocínio. Não tenho dúvida de que o programa é um sucesso e tem um impacto muito bacana na vida dos atletas”, declarou.

Atletas do Badminton, Donnians Lucas, de 15 anos, e Ygor Coelho de Oliveira, que disputou os Jogos do Rio aos 19, explicam bem esse impacto. “A questão financeira da família melhora, principalmente para quem não tem estrutura”, diz Donnians.

Carioca, Ygor disse que foi graças ao Bolsa Atleta que pôde morar três meses na Dinamarca e treinar hoje em Campinas. “Ajuda na minha alimentação, na estadia. Sem a bolsa, acho que não estaria nas Olimpíadas. Não conseguiria ser um atleta de alto rendimento”, concluiu.

Portal Brasil

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