Dia Nacional da Imunização é comemorado nesta quinta (9)

rograma Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é referência internacional de política pública de saúde. (Imagem: Alexandre Lombardi/Prefeitura de Sorocaba)

rograma Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é referência internacional de política pública de saúde. (Imagem: Alexandre Lombardi/Prefeitura de Sorocaba)

Nas últimas décadas, o Brasil conseguiu erradicar doenças como a varíola, cujo último caso foi registrado em 1971, e a poliomielite, em 1989. Além disso, entre 2010 e 2014, não foram confirmados casos de rubéola no País.

Esse resultado positivo é reflexo da imunização gratuita, anual e em massa promovida desde 1973, quando foi criado no País o Programa Nacional de Imunizações (PNI), capitaneado pelo Ministério da Saúde. Por meio dele, a população brasileira tem acesso a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Dia Nacional da Imunização, comemorado nesta quinta-feira, 9 de junho, é um lembrete da importância das vacinas em si, mas também como método que apoia a saúde coletiva.

Ao entrarem no organismo, as vacinas, que possuem moléculas mortas ou atenuadas, fazem com o que o sistema imunológico reaja e produza os anticorpos necessários à defesa contra os agentes, o que torna o corpo imune a eles e às doenças que eles causam. Todas as vacinas disponibilizadas no País são consideradas seguras e eficazes.

O Programa Nacional de Imunizações  foi pensado para coordenar todas as ações de imunização que eram feitas de forma descontinuada e menos abrangente. Hoje, é referência mundial. Em mais de 36 mil salas de vacinação em todo o País, o PNI distribui, por ano, cerca de 300 milhões de imunobiológicos: 27 tipos de vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas.

Entre 2010 e 2015, o orçamento do PNI saltou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,9 bilhões, crescimento de 140%. Com o investimento em imunização, há economia em tratamentos das doenças cobertas pela vacinação, além dos possíveis reflexos causados por elas.

Calendário

Em 1977, o primeiro Calendário Nacional de Vacinação trazia como obrigatórias quatro vacinas no primeiro ano de vida: a Bacilo Calmette Guerin (BCG), contra tuberculose; a vacina oral poliomielite (VOP); a vacina Difteria, Tétano e Coqueluche (DTP); e a vacina contra sarampo.

Atualmente, o Brasil é um dos países que mais oferece vacinas em todo o mundo e, entre 2002 e 2012, a cobertura vacinal média chegou a 95% para a maioria das vacinas do calendário infantil e em campanhas.

Em 2016, o calendário oferece 14 vacinas gratuitamente à população — todas as recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, como BCG; HPV (vírus do papiloma humano); Pneumocócica, contra pneumonia; Febre Amarela; VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral poliomielite); Hepatite B; Penta (vacina adsorvida difteria, tétano, Hepatite B (recombinante),Haemophilus influenzae b (conjugada) e pertussis); Rotavírus; Hepatite A; Tetra viral (varicela (catapora), sarampo, caxumba e rubéola); Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Dupla adulto (difteria e tétano); e dTpa (difteria, tétano e coqueluche).

Aplicativo

O Ministério da Saúde disponibiliza o aplicativo gratuito Vacinação em Dia, para usuários de Android, que permite a criação e o gerenciamento de carteiras de vacinação pelo celular, além de oferecer informações sobre as vacinas e ter uma função com lembretes sobre as campanhas sazonais.

Portal Brasil

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