SP- Parada Gay terá reforço na segurança com 1.000 PMs

Parada Gay em SPMais de 1.000 policiais militares e uma centena de viaturas estarão envolvidos no patrulhamento da 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que acontece neste domingo (29), na Avenida Paulista. Assim como aconteceu na Virada Cultura, a Polícia Militar vai trabalhar para garantir a segurança do público.

De acordo com o Comando de Policiamento da Capital (CPC), os agentes estarão distribuídos também por locais de grande concentração próximos ao evento, como as ruas da Consolação e Coronel Xavier de Toledo, até o Vale do Anhangabaú. Haverá patrulhamento a pé e bases comunitárias móveis espalhadas pela região.

A Parada Gay também contará com uma sala de gerenciamento, composta por todos os órgãos envolvidos, como a Prefeitura, o Metrô, a Guarda Civil Metropolitana e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O grupo se reunirá no Centro de Operações da PM (Copom), onde também funciona o atendimento do 190, na Luz.

O tema da parada deste ano é “Lei de identidade de gênero, já! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!”. A segurança do evento contará com apoio do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e do Corpo de Bombeiros, além do Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe), que sobrevoará o local com os helicópteros Águia.

Combate à homofobia

O Estado de São Paulo conta com uma unidade policial especializada nas investigações de crimes de homofobia. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que completou 10 anos em março, também atua na apuração de delitos contra grupos religiosos, étnicos, culturais e ideológicos.

De 2010 a 2015, a delegacia registrou 265 ocorrências com vítimas LGBT, a maior parte delas por injúria ou lesão corporal. Na unidade são investigadas denúncias recebidas através de diversos órgãos, com a Defensoria e o Ministério Público, o Disque 100, o Disque-Denúncia (181) e a Secretaria Estadual de Justiça e de Defesa da Cidadania

A Decradi funciona no Palácio da Polícia Civil, na Rua Brigadeiro Tobias, 527, na Luz, região central de São Paulo. Além do atendimento pessoal, vítimas e testemunhas podem entrar em contato com a unidade por meio dos telefones (11) 3311-3555 e 3311-3556 ou pelo e-mail [email protected]

Identidade de gênero nas delegacias

A Secretaria da Segurança Pública anunciou, em 2015, a inclusão de um campo no sistema eletrônico de registro de boletins de ocorrência (BOs) para a declaração facultativa de nome social, orientação sexual, identidade de gênero e motivo presumido de discriminação e violência motivada por orientação sexual e identidade de gênero.

A mudança, que também valerá para os boletins feitos pela Delegacia Eletrônica, faz parte da Lei Anti-Homofobia, criada pioneiramente no Estado de São Paulo em 2001 e regulamentada no ano seguinte. Com a medida, será possível fazer um mapeamento estatístico das ocorrências e combater de maneira mais eficaz esses delitos.

Outra medida implantada pelo governo paulista está relacionada aos cursos de formação dos policiais civis e militares do Estado, que terão a disciplina de Direitos Humanos ampliada para abordar a diversidade sexual. As aulas, obrigatórias, contarão com palestras realizadas por militantes LGBT.

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