Microcefalia pode diminuir nascimentos no Brasil em 49%

Enquanto novas estatísticas da microcefalia e suas consequências para as famílias são noticiadas diariamente, o impacto para gestantes e pretendentes está incerto. Uma pesquisa realizada pelo Trocando Fraldas investiga as impressões das mulheres sobre a doença e como o planejamento familiar é afetado. A sensação do perigo real afeta o dia a dia das gestantes e, em combinação com a falta de informações conclusivas, faz com que muitas mulheres considerem adiar a gravidez.  

Microcefalia diminui gravidez

Nos últimos dois anos houve pouco menos de 3 milhões de nascimentos no Brasil. Este número vem caindo devido à taxa de fecundidade decrescente, o que resultará em uma sociedade cada vez mais envelhecida. Caso a microcefalia se torne apenas temporalmente epidêmica e leve a mais adiamentos de gestação, ela tem o potencial de acelerar o envelhecimento.

Trinta e oito por cento das grávidas não engravidariam agora devido ao risco da microcefalia e outras 36% ficariam em dúvida. 3 em cada 5 delas relatam ter muito medo da microcefalia. Mais de um quarto das grávidas afirma que o período está repleto de preocupação. 34% quase não saem de casa e deixaram de participar da vida comum.

Entre as mães pretendentes futuramente, 38% adiaram as tentativas devido ao zika vírus e à microcefalia. 43% das tentantes ainda ativas já estavam seriamente considerando suspender as tentativas. Muitas só não o fizeram porque tentam desesperadamente há muito tempo. Somando todos os grupos de mulheres afim de ter filhos, até 49% podem optar por não ter agora, caso a expansão da microcefalia não seja contida.

A pesquisa foi realizada através de um questionário com 7 a 14 perguntas no final de cada post do site entre os dias 2 e 6 de março de 2016. A participação de todas as partes do Brasil com 1446 entrevistadas foi voluntária e aleatória. A quantidade de perguntas variou conforme a situação da mulher, a saber, gestante, tentante atual, tentante futura e sem desejo de filhos.

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