Com ‘Que horas ela volta?’, Brasil fica fora do Oscar 2016

 

Imagem: Divulgação

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O filme brasileiro “Que horas ela volta?” ficou de fora da pré-lista de candidatos ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2016, informou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao final da noite desta quinta-feira (17).

    A lista apresentada conta apenas com um filme latino-americano, o colombiano “El abrazo de la serpiente”, de Ciro Guerra. Outros cinco foram produzidos na Europa e um no Oriente Médio. A Itália, que indicou o “Non Essere Cattivo”, do diretor Claudio Caligari (que morreu em maio deste ano) também ficou de fora da disputa.

    Apesar de não concorrer à premiação de melhor filme, algo que não ocorre com um filme nacional desde “Central do Brasil” (1999), o “Que horas ela volta?” poderá ser elegível em outras categorias, como melhor atriz, direção, entre outras.
    Dirigido por Anna Muylaert, o filme conta a história sobre um relacionamento familiar, destacando a vida de uma mulher nordestina que vai para São Paulo melhorar de vida. Quando a filha dela vai para a capital paulista para encontrar com a mãe, um conflito com os empregadores ocorre e a trama se desenvolve.
    O longa já fez sua estreia nos cinemas dos Estados Unidos e foi indicado à premiação do 21º Critcs’ Choice Awards – que é considerado o terceiro prêmio mais importante após o Oscar e o Globo de Ouro.

    “Que horas ela volta?” já ganhou o prêmio popular da sessão paralela oficial Panorama, do Festival de Berlim, e foi o vencedor da escolha da Confederação Internacional das Artes Cinematográficas (CICAE Art Cinema), que reúne cineastas europeus, em fevereiro. A atriz Regina Casé foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Sundance, em janeiro.

    No dia 14 de janeiro de 2016, a lista com os nove filmes pré-selecionados será reduzida para cinco e o vencedor será anunciado na premiação do Oscar, que ocorre no dia 28 de fevereiro, em Los Angeles.


    Confira a lista completa: – The Brand New Testament (Bélgica), de Jaco Van Dormael; – El abrazo de la serpiente (Colômbia), de Ciro Guerra; – A War (Dinamarca), de Tobias Lindholm; – The Fencer (Finlândia) de Klaus Härö; – Cinco Graças (França), de Deniz Gamze Ergüven; – Labyrinth of Lies (Alemanha), de Giulio Ricciarelli; – Son of Saul (Hungria) de László Nemesreland; – Viva (Irlanda), de Paddy Breathnach; – Theeb (Jordânia), de Naji Abu Nowar.

Ansa Brasil

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