Sobrecarga na planta dos pés pode ocasionar a fascite plantar

Einsten.br

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Os pés ajudam a equilibrar o nosso corpo. O apoio correto é fundamental nessa função, pois ajuda a distribuir o peso e evitar futuros problemas. O modelo do sapato também tem uma relação direta com o surgimento de traumas nessa região. A fascite plantar é um dos diagnósticos mais comuns do público feminino e dos atletas.

De acordo com a anatomia do pé, existem três tipos de pisada que diferenciam como este membro toca o chão, desde o calcanhar até a impulsão dada pela ponta do pé. Se o modo de pisar estiver errado e não for corrigido, as dores vão aparecer. São eles:

1- Pronadores/pé chato: o movimento começa pela parte interna do calcanhar, apoia na borda interna do pé e concentra o impulso na área do dedão.

2- Neutro: a pisada começa no calcanhar, o pé percorre o solo de modo mais uniforme e o impulso é dado pelo apoio dos três primeiros dedos;

3- Supinadores/pé cavo: tendem a apoiar a parte externa do calcanhar com mais intensidade, o movimento segue pela borda externa do pé e o impulso é concentrado nos últimos dedos.

Popularmente conhecida como “esporão de calcâneo”, a fascite plantar é uma inflamação do tecido chamado fáscia plantar, localizado na sola do pé. Tensão ou sobrecarga nessa região provoca fortes dores que impossibilitam pisar no chão. As chances de pessoas com o pé cavo ou plano apresentar essa queixa são maiores, pois não há uma divisão correta do peso. “O formato do pé é um fator importante para esta patologia, pois interfere modificando a distribuição de peso e forças pela planta dos pés”, comenta o ortopedista do IIOT, Dr. Marcelo Bueno.

Dor, rigidez e sensação de queimação na sola do pé são os principais sintomas que podem aparecer tanto gradativamente, quanto repentinamente. O número de mulheres que apresentam esse diagnóstico é maior, se comparado aos homens. Três fatores explicam esse resultado: as mulheres tem maior sensibilidade da musculatura, distúrbios hormonais as deixam mais propensas ao encurtamento dos músculos posteriores e também o uso de salto alto.

Os atletas, principalmente os corredores, também aparecem como público alvo desta patologia. Atividades de alta intensidade, que exige esforço do pé, quando executados de maneira errada, ou seja, quando a pisada não distribui corretamente o peso do corpo, podem desencadear a fascite. “É preciso procurar um tratamento individual e fazer uso de palmilhas e tênis adequados, assim é possível amenizar as dores”, afirma Dr. Marcelo.

Os tratamentos, em geral, consistem em aliar o uso de medicamentos à fisioterapia. A cirurgia só é necessária quando não há resultado satisfatório após a tentativa de métodos terapêuticos.

Fonte: Kompleta

 

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