Entidade aponta atual epidemia de ebola é a pior desde Aids

 

Na África, mais de 8 mil pessoas foram diagnosticadas com vírus (foto: EPA)

Na África, mais de 8 mil pessoas foram diagnosticadas com vírus (foto: EPA)

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que trata de assuntos referentes a epidemias nos Estados Unidos, Thomas Frieden, disse hoje, dia 9, que o surto de Ebola na África pode ser comparado apenas à epidemia da Aids, no começo dos anos 1980.

“Desde que comecei a trabalhar com a saúde pública, há 30 anos, o único caso similar foi a Aids”, disse, em discurso organizado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.

“Será uma longa guerra”, apontou, acrescento que “precisamos trabalhar” agora para que o surto não se transforme em algo parecido com a Aids, que já tirou a vida de ao menos 36 milhões de pessoas.

Na África, mais de 8 mil pessoas já foram diagnosticadas com o ebola, sendo que quase metade delas faleceram, apontou a Organização Mundial da Saúde neste quarta-feira, destacando que os números podem ser ainda maiores.

O primeiro caso diagnosticado nos Estados Unidos, o liberiano Thomas Eric Duncan, faleceu ontem, em decorrência da doença.

Enquanto isso, o governo americano tem intensificado o controle nos principais aeroportos do país. Todos os dias, passageiros vindos de países em situação de risco terão sua temperatura medida com um sensor, a fim de evitar possíveis contaminações. No entanto, são esperados vários alarmes falsos, porque a malária apresenta os mesmos sintomas. 

Em uma tentativa de bloquear o vírus, o governo de Barack Obama está construindo centros médicos na Libéria, país africano mais afetado pelo surto, e deve enviar em breve cerca de 4 mil soldados para a África Ocidental. 

ONU 
    
Autoridades da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a emergência do ebola (Unmeer) declararam que a doença “não é uma condenação de morte”, destacando que “o tratamento precoce significa uma melhor chance de sobrevivência”.

Fonte: Ansa Brasil

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