Síndrome do Olho Seco aumenta em 20% a procura por atendimento

Síndrome é caracterizada pela ausência de lágrima nos olhos (Divulgação/ EBC)

Síndrome é caracterizada pela ausência de lágrima nos olhos (Divulgação/ EBC)

Vermelhidão, ardor, coceira e até dificuldade de movimento das pálpebras são alguns dos sintomas da Síndrome do Olho Seco, doença ocular típica dos períodos de baixa umidade do ar. Ela é uma das responsáveis pelo aumento de 20% das demandas nas emergências oftalmológicas nos hospitais públicos do Distrito Federal.

“Nessa época do ano há um aumento da demanda nas portas das emergências de pessoas com algum problema oftalmológico. O Hospital de Base, por exemplo, atende cerca de duas mil pessoas por mês e, durante a baixa umidade, esse número aumenta em 20%. Esse aumento também acontece nas outras unidades que atendem emergência”, destacou o coordenador de Oftalmologia da Secretaria de Saúde do DF, Rogério Nóbrega.

O que é

A Síndrome do Olho Seco é caracterizada pela ausência de lágrima nos olhos, provocando desconforto e falta de lubrificação. Segundo Nóbrega, o clima seco é um dos fatores que interfere nessa produção de líquido lacrimal.

“A lágrima é composta por uma camada de muco, uma de água e uma de gordura e cada uma delas é produzida por glândulas diferentes. Quando há alteração em alguma delas, a lubrificação dos olhos é afetada. Nesse período de seca isso acontece com mais frequência”, afirmou.

O atendimento de emergência em Oftalmologia é feito em regime de 24h nos Hospitais Regionais do Gama (HRG), Asa Norte (Hran), Taguatinga (HRT) e Hospital de Base.

Todos os anos, Cristina Soares precisa recorrer ao oftalmologista para conseguir aliviar a irritação nos olhos. “Nesse período meu médico receita um lubrificante oftalmológico, pois utilizo lentes de contato e o clima seco não permite a umidificação necessária irritando mais ainda meus olhos”, afirmou.

Outros Fatores

O clima é somente uma condição sazonal para a Síndrome do Olho Seco. Outros fatores são determinantes para o surgimento da doença. Os usuários de antidepressivos, remédios para dormir, além de portadores de artrite, e pessoas acima de 50 anos, também estão propensos à essa doença que, no estágio mais avançado, pode provocar cegueira.

“O tratamento nos idosos é diferenciado, pois a secura lacrimal é natural nessa fase da vida. Então, nesse caso tratamos com um lubrificante em gel para o paciente utilizar a noite, na hora de dormir. Para evitar a cegueira, nos casos mais graves, fazemos sutura para manter os olhos fechados com o medicamento para recuperar o ressecamento da córnea”, explicou o coordenador.

Fonte: Secretaria de Comunicação do Distrito Federal

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