Dia da Alfabetização é comemorado nesta segunda (8)

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica cresceu 0,3 ponto em 2013 (Divulgação/MEC)

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica cresceu 0,3 ponto em 2013 (Divulgação/MEC)

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) destaca que a alfabetização ajuda a reduzir a pobreza e permite que as pessoas consigam empregos e obtenham maiores salários. Segundo o texto, a alfabetização deve ser reconhecida como um dos aceleradores mais poderosos do desenvolvimento sustentável.

Segundo a mensagem Organização, atualmente 781 milhões de adultos no mundo inteiro não sabem ler, escrever ou contar. Dois terços deles são mulheres. O texto aponta, ainda, que mais de 250 milhões de crianças são incapazes de ler uma simples frase, mesmo que metade delas tenha passado quatro anos na escola.

“Para termos sucesso, devemos também mudar a abordagem tradicional de programas de alfabetização para incluir, além de ler e escrever no sentido estrito, ampliar as habilidades no que diz respeito ao consumo e aos estilos de vida sustentáveis, à conservação da biodiversidade, à redução da pobreza, à redução dos riscos de desastres, assim como à participação cívica”, afirmou a diretora da Unesco.

Ainda segundo o texto, novas tecnologias, como telefones móveis, também oferecem novas oportunidades para a alfabetização para todos.

Alfabetização no Brasil

Mesmo com o desafio à frente, o Brasil têm conquistas a serem comemoradas no Dia Internacional da Alfabetização, 8 de setembro. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1995 e 2009, a taxa de analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos caiu de 15,6% para 9,7%.

A criação do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em julho de 2014, inclui 20 estratégias traçadas para o setor nos próximos 10 anos. O Plano determina que estados e municípios alfabetizem todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental nos próximos 10 anos. O PNE estabelece, ainda, como meta, a erradicação do analfabetismo e a redução de pelo menos 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Divulgado na última sexta (5), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013 mostra que o País ultrapassou as metas previstas para os anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental em 0,3 ponto. O Ideb nacional nessa etapa ficou em 5,2, enquanto em 2011 havia sido de 5,0.

Em 2005, quando o índice foi calculado pela primeira vez, 57,5% (7,1 milhões) das crianças nos anos iniciais estavam matriculadas em escolas municipais de redes de ensino com avaliação abaixo de 3,7.

As metas são exatamente isso: o caminho traçado de evolução individual dos índices, para que o Brasil atinja o patamar educacional que têm hoje a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em termos numéricos, isso significa evoluir da média nacional para um Ideb igual a 6,0, na primeira fase do ensino fundamental. Assim, estados, municípios e escolas deverão melhorar seus índices e contribuir, em conjunto, para que o Brasil chegue à meta 6,0 em 2022, ano do bicentenário da Independência.

No caso das redes e escolas com maior dificuldade, o Ministério da Educação prevê apoio específico para reduzir essa diferença, com um esforço mais concentrado para que elas melhorem mais rapidamente, diminuindo assim a desigualdade entre esferas.

Segundo dados de 2012, a porcentagem de crianças do 3º ano do ensino fundamental com aprendizagem adequada em leitura é de 44,5% e 30,1% em escrita.

Boas práticas

Uma outra estratégia que busca incentivar a melhoria do sistema educacional brasileiro é o 8º Prêmio Professores do Brasil, que reconhece, premia e divulga o mérito de professores das redes públicas de ensino pela contribuição dada para a melhoria da qualidade da educação básica.

As inscrições para a premiação estão abertas e seguem até o dia 15 de setembro. Todos os dois milhões de professores de todos os níveis da educação básica do sistema público de ensino brasileiro podem participar, basta ter uma prática pedagógica criativa e bem sucedida (em andamento ou já concluída) com seus alunos e formalizar a inscrição no site do Prêmio.

Saiba mais sobre o sistema de educação no Brasil

As políticas educacionais brasileiras dividem os níveis de aprendizado em três etapas: o primeiro nível do ensino escolar no País é a educação básica, que se divide em três etapas: a educação infantil, para crianças de zero a cinco anos; o ensino fundamental, dos seis aos 14 anos; e o ensino médio, dos 15 aos 17 anos. Cada etapa desta fase possui objetivo e formas de organização diferentes.

Na educação infantil, o foco é trabalhar o desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social, com atividades complementares à ação das famílias e comunidades. Já o ensino fundamental deve oferecer suporte para que o aluno domine a leitura, a escrita e o cálculo em sua conclusão, além do desenvolvimento da capacidade de compreensão do ambiente natural e social, do sistema político e dos valores básicos da sociedade e da família.

Na última etapa, o ensino médio, o objetivo é realizar uma preparação básica para o trabalho e cidadania, propiciando a formação ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico e a compreensão dos processos produtivos.

Outra modalidade da educação básica é a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que se destina àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria. Para alfabetizar jovens, adultos e idosos, o Ministério da Educação (MEC) realiza, desde 2003, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA). O programa é desenvolvido em todo o território nacional, com o atendimento prioritário a municípios que apresentam taxa de analfabetismo igual ou superior a 25%.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Educação e da Unesco.

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