ONG diz que ebola será controlado em 6 meses

Segundo a ONG Médicos sem Fronteiras, a Libéria é o foco principal do ebola na África (foto: EPA)

Segundo a ONG Médicos sem Fronteiras, a Libéria é o foco principal do ebola na África (foto: EPA)

Segundo Joanne Liu, presidente da organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (Msf), a previsão para controle do surto do ebola é de seis meses.”A situação está pior que o previsto e o vírus move-se mais rápido que às respostas que os órgãos de combate podem dar”, disse Joanne nesta segunda-feira (18).

O vírus ebola já matou 1.069 pessoas na África. O surto teve início na Guiné se alastrou para a Nigéria, Libéria e Serra Leoa, que vivem em estado de emergência. Hoje, segundo a Msf, o foco principal está na Libéria. “Se não estabilizarmos o foco na Libéria, não conseguiremos mais estabilizar toda a região. É um trabalho de meses, cerca de seis meses, sendo otimista”, disse a representante da ONG.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que são necessárias medidas “extraordinárias” para controlar a doença. A entidade revelou ter deslocado mais de 500 profissionais aos países africanos para apoiar o combate ao surto. Além dos problemas estruturais, em relação à saúde e saneamento básico, os países africanos que sofrem com o ebola convivem com obstáculos sociais e de segurança. Na madrugada deste domingo, um centro de tratamento em Monróvia, capital da Libéria, que tratava doentes e pessoas suspeitas de estarem infectadas pelo vírus foi invadido por um grupo armado. Ao menos 17 pessoas com ebola fugiram do local, o que aumenta a chance de proliferação do vírus. Somente na Libéria, 413 pessoas morreram vítimas do ebola.

De acordo com testemunhas, os invasores eram jovens e, armados de bastões, gritavam “Não há Ebola”, além de críticas contra a presidente do país, Elle Johnson Sirleaf. Em algumas comunidades dos países há a difusão de que o vírus seria uma “invenção do governo” ou até mesmo magia negra.

Suspeita na Áustria – O corpo de uma mulher encontrada morta na cidade de Vomp, na Áustria, passará por testes do ebola. A mulher de 48 anos morreu após uma viagem a Nigéria, de onde retornou no último dia 12. Porém, as agências sanitárias austríacas afirmam que o risco de contaminação é mínimo. O resultado deve sair ainda nesta segunda-feira (18).

No Reino Unido, todas as universidades receberam do governo um guia que explica o que é o ebola, seus meios de transmissão e como devem se posicionar diante de eventuais suspeitas da doença. Os centros de estudo do país recebem muitos jovens vindos de países africanos.

Fonte: Ansa Brasil

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