Papa pede fim de conflitos durante benção de Páscoa

Pope Francis' Urbi et Orbi blessingRealizada pelo Papa duas vezes por ano, na Páscoa e no Natal, a tradicional benção “Urbi et Orbi” (“À cidade de Roma e ao mundo”) é um momento no qual o Pontífice aproveita para comentar os principais temas e conflitos da atualidade. E na mensagem pronunciada neste domingo (20) não poderia ter sido diferente. Dirigindo-se a 150 mil fiéis, segundo estimativas da sala de imprensa da Santa Sé, Francisco pediu o fim das crises na Ucrânia, Venezuela, Síria e Palestina, e falou sobre outros assuntos que têm sido bastante caros a ele, como pobreza, fome e imigração.

Dando mais força às palavras do Papa, o pronunciamento ocorreu no mesmo dia em que quatro pessoas foram mortas em um tiroteio entre pró-russos e nacionalistas perto da cidade de Slaviansk, no leste ucraniano. “Que sejam iluminadas e inspiradas iniciativas de pacificação na Ucrânia, para que todas as partes interessadas, apoiadas pela comunidade internacional, empreendam todo o esforço necessário para impedir a violência e construir, em um espírito de unidade e diálogo, o futuro do país”, disse o Pontífice.

Francisco também pediu “audácia” nas negociações de paz entre rebeldes e o governo da Síria, algo que parece cada vez mais difícil de ser alcançado. “Jesus glorioso, faça acabar todas as guerras e as hostilidades, grandes ou pequenas, antigas ou recentes! Te suplicamos, em particular, pela Síria, a amada Síria, para que os que sofrem as consequências do conflito possam receber as ajudas humanitárias necessárias e as partes envolvidas não usem mais a força para semear a morte, sobretudo contra a população desamparada”, afirmou.

O Papa ainda lembrou da situação de impasse entre Israel e Palestina e dos conflitos esquecidos que atingem o Iraque, a República Centro-Africana, o Sudão do Sul e a Nigéria, país que sofre com uma perseguição sistemática contra cristãos promovida pelos fundamentalistas islâmicos do Boko Haram. “Jesus glorioso, te pedimos para confortar as vítimas da violência fratricida no Iraque e para apoiar as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelenses e palestinos. Te imploramos para que acabem os confrontos na República Centro-Africana, os atentados terroristas em algumas aéreas da Nigéria e a violência no Sudão do Sul”, acrescentou.

Em relação à Venezuela, o Pontífice desejou que os ânimos se voltem para a reconciliação e à “concórdia fraterna”. As conversas entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a oposição, iniciadas há alguns dias, estão sendo acompanhadas de perto pelo núncio apostólico em Caracas, Aldo Giordano. Antes da primeira reunião entre as duas partes, o representante do Vaticano leu uma mensagem enviada por Francisco, na qual ele escreveu que a violência “não conduz nunca à paz e ao bem-estar”.

Pobreza

Como tem sido bastante comum em seus discursos, o Papa voltou a destacar o drama dos imigrantes, pessoas que, segundo ele, deixaram a própria terra para ir a um lugar onde poderiam sonhar com um futuro melhor, viver com dignidade e exercer livremente sua fé. Além disso, pediu proteção aos indefesos, sobretudo a crianças, mulheres e idosos, “que se tornam objetos de exploração e abandono”.

“Derrote a praga da fome, agravada pelos conflitos e pelo imenso desperdício, dos quais muitas vezes somos cúmplices. Cure os irmãos afetados pela epidemia de ebola na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria, e aqueles atingidos por tantas outras doenças, que se difundem também por causa do descuido e da pobreza extrema”, declarou o Pontífice.

Fonte: Ansa

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