Integrantes do Comitê de Diversidade Religiosa são nomeados

O Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, registrou, no último ano, 231 denúncias sobre discriminação religiosa. Com base nesses números, a secretaria criou o Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa. Foram nomeados 20 representantes, sendo dez suplentes e dez titulares, para debater garantias à liberdade religiosa.

A ministra Maria do Rosário enfatizou a importância de se preservar as várias religiões no Brasil como um traço cultural. “O Brasil tem que cuidar disso porque é um aspecto positivo que o nosso país tem. A religiosidade, e também o direito de não exercer religião, tem que ser visto como um direito humano essencial”.

O comitê não é composto por representantes de religiões, e sim por estudiosos da religiosidade. “Não cabe ao Estado dizer qual religiosidade é oficial e qual não é”, explicou a ministra. Segundo ela, embora cada membro tenha sua religião, os critérios de participação no grupo não foi baseado na fé de cada um. O objetivo era agregar pessoas que tivessem capacidade de diálogo com diferentes crenças para estimular uma integração.

Fábio Nascimento, integrante da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP, é um dos membros do comitê. Ele diz que não representa religião, e sim defende o respeito entre todas as manifestações de fé. “O Brasil é um dos melhores países, falando em liberdade religiosa, mas há muitos problemas aqui. Infelizmente, há perseguição e intolerância, geralmente de uma religião para outra, mas isso também parte da sociedade. E a diversidade religiosa faz parte da cultura do país e forma o povo maravilhoso que tem”.

EBC

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