Déficit de moradias em Uberlândia será tema de reunião na ALMG

Sem-teto durante manifestação em Uberlândia no dia 13/11 (Arquivo Uipi)

Sem-teto durante manifestação em Uberlândia no dia 13/11 (Arquivo Uipi)

As denúncias de violação de direitos humanos sofridas por movimentos sociais ligados à luta por moradia em Uberlândia (Triângulo Mineiro) serão discutidas durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião será realizada nesta terça-feira (17/12/13), a partir das 9 horas, no Auditório.

De acordo com o autor do requerimento, deputado Durval Ângelo (PT), em novembro a comissão visitou Uberlândia e ouviu os representantes dos movimentos sociais. Segundo eles, a falta de políticas habitacionais, aliada à especulação imobiliária, levou a um déficit de moradias na maior cidade do interior do Estado. Devido a esse cenário, 13 mil famílias estão vivendo em 21 áreas ocupadas na cidade. “Algumas dessas áreas estão sendo alvo de processo de reintegração de posse”, destaca o parlamentar.

Durante a reunião de novembro, ainda foi denunciada a abertura sistêmica de inquéritos pela Polícia Civil e pela Polícia Federal contra as lideranças do movimento dos sem teto em Uberlândia.

Convidados – Foram convidados para participar da audiência pública a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes; o procurador da República Edmundo Antônio Dias Netto Junior; o superintendente regional de Polícia Federal, Sérgio Barboza Menezes; o corregedor regional da Policia Federal, Marcílio Manfre Afonso; o corregedor regional da Justiça Federal, Carlos Olavo Pacheco de Medeiros; o procurador-geral de Justiça, Carlos André Mariani Bittencourt; a defensora pública-geral do Estado, Andréa Abritta Garzon; o coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Conflitos Agrários, procurador Afonso Henrique de Miranda Teixeira; e o coordenador do Movimento dos Sem Teto em Uberlândia, Wellington Marcelino Romana.

ALMG

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