IEPHA mobiliza a população para recuperar peças do patrimônio histórico de Minas

Imagem recuperada de São Miguel Arcanjo

Imagem recuperada de São Miguel Arcanjo

Minas Gerais possui um relevante acervo cultural que se tornou desejo e cobiça de muitos colecionadores, antiquários e comerciantes. Como o mercado de artes e antiguidades está aquecido, esses bens ganharam ainda mais visibilidade nos últimos anos. A valorização das peças, porém, também trouxe efeitos negativos. Ao longo de sua história, o Estado perdeu obras importantes devido a furtos, roubos ou vendas indevidas.

O caso é ainda mais grave quando se trata de bens de cunho religioso. Levantamento feito pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) aponta que, atualmente, cerca de 600 obras de arte sacra estão desaparecidas em Minas. Graças ao Programa de Identificação, Recuperação e Devolução de Bens Culturais Desaparecidos, criado em 2008 pelo órgão, muitas peças já foram recuperadas e retornaram a seus locais de origem. Outras 151 obras foram apreendidas pelo Ministério Público e Polícia Federal, mas seus locais de origem ainda não foram identificados.

O objetivo do programa é definir “as ações que concorram para localizar e restituir aos seus locais de origem ou procedência os bens culturais desaparecidos por apropriação indevida”. A maior parte das peças recuperadas se deve a denúncias anônimas da própria população.

“Um dos maiores problemas encontrados no comércio de antiguidades está relacionado à origem das obras negociadas, principalmente no que se refere à arte sacra. Bens desaparecidos há muitos anos, frutos de furtos, roubos ou mesmo ilegalmente vendidos, circulam livremente no mercado, expondo e envolvendo consumidores e comerciantes a incorrerem em um ato ilícito”, afirma o presidente do IEPHA, Fernando Viana Cabral.

A fim de facilitar a identificação dessas obras, o IEPHA criou o Cadastro de Bens Culturais Desaparecidos em Minas Gerais. O objetivo é facilitar a identificação e o monitoramento das peças com a finalidade de restituí-las aos locais de origem ou procedência e de inibir a sua comercialização indevida. Qualquer pessoa pode denunciar o desaparecimento ou o reconhecimento de uma obra.

Agência Minas

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