Olimpíada Superação mobiliza adolescentes de centros socioeducativos

Competição iniciada nesta semana vai envolver os jovens, até dezembro, em diversas modalidades esportivas (Imagem: Poliane Brandão)

Competição iniciada nesta semana vai envolver os jovens, até dezembro, em diversas modalidades esportivas (Imagem: Poliane Brandão)

Xadrez, vôlei, peteca, handebol, futsal, futebol society, tênis de mesa e streetball. Estas são as modalidades em disputa, até o dia 5 de dezembro deste ano, na 6ª Olimpíada Superação. O campeonato conta com a participação de cerca de 90 adolescentes que cumprem medida socioeducativa provisória e de internação na capital e na Região Metropolitana de Belo Horiozonte (RMBH).

Fruto de parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) “De Peito Aberto”, a competição tem como objetivo incentivar a prática esportiva entre os jovens, o trabalho em equipe e desenvolver tanto o respeito às regras quanto o espírito de competitividade saudável.

De acordo com o superintendente de Gestão das Medidas de Privação de Liberdade, Bernardino Soares, o incentivo ao esporte assume importante papel no processo de ressocialização desses jovens. “O esporte é uma ferramenta eficaz de inclusão e fortalecimento dos vínculos sociais. Sua prática tem um enorme potencial para a transmissão de valores e normas de conduta”, afirma.

Tradição 

A Olimpíada Superação é realizada, anualmente, como uma forma de concluir as oficinas esportivas promovidas pela Oscip “De Peito Aberto”, durante os 12 meses anteriores, entre os adolescentes que cumprem medida. A 6ª edição do campeonato conta com a participação de nove centros socioeducativos de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Segundo o diretor-presidente da ‘De Peito Aberto’, Wensceslau Madeira, que está junto ao projeto há oito anos, cada edição apresenta mais sucesso no desenvolvimento das atividades. “A gente acredita que o esporte e a educação vinculados a boas práticas saudáveis e ao diálogo são as melhores formas de garantir um bom retorno ao convívio social desses adolescentes”, destaca.

Agência Minas

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