Na raça, Atlético Na raça, Atlético avança na Libertadores e avança na Libertadores

Na raça, Atlético avança na LibertadoresMais uma vez dramático na Copa Libertadores. O Atlético está nas quartas de final da competição. Em jogo tenso, pegado, o time venceu o Racing por 2 a 1, no Independência. A partida de ida havia terminado 0 a 0.

Nesta quarta-feira, o Galo precisou lutar muito, mostrar raça para superar um adversário duro, qualificado. Lamentou muitos erros, lamentou um pênalti desperdiçado por Lucas Pratto, que seria o alívio na etapa final. Mas festejou o fim do sufoco aos 49 minutos do segundo tempo. Comemorou a vaga que leva o Atlético a ser o rival do São Paulo nas quartas de final. O primeiro confronto é na capital paulista. As datas ainda serão confirmadas pela Conmebol.

O jogo

O clima de tensão, tão familiar ao atleticano em mata-matas, mais uma vez esteve presente no Independência. A torcida lotou o Horto, fez linda festa, com mosaico e gritos de guerra. Mas em campo o Racing mostrou que não se intimidaria. Quem esperava um visitante recuado se enganou. A Academia marcou a saída de bola do Galo e teve qualidade para tocar a bola. Justamente o que faltou ao Alvinegro.

Sem um organizador de jogadas, o Atlético viu o setor de meio-campo distante do ataque. Sem transição, o time teve de apostar em bolas longas, quase todas cortadas pelos argentinos.

O primeiro susto passado pelos atleticanos foi aos oito minutos. Lisandro López recebeu nas costas de Leonardo Silva, bateu forte, a bola raspou a trave e saiu.

Carlos, a escolha surpresa de Diego Aguirre, mostrou ter estrela. Depois de boa jogada de Lucas Pratto, que lutou pela posse de bola e cruzou na área, o atacante finalizou bonito para abrir o placar. Alívio no Independência.

Mas durou apenas quatro minutos. O Racing não se abateu. Seguiu marcando forte. Aos 19 minutos, Lisandro López, dentro da área, passou por Leonardo Silva e foi derrubado por um carrinho de Leandro Donizete. Pênalti. Ele mesmo cobrou e empatou: 1 a 1.

Nervoso, o Atlético deu chances ao Racing. Aos 28, Erazo perdeu a bola e Aued chutou com perigo. Três minutos depois, Lisandro López cruzou e a bola passou na cara do gol.

Nas poucas vezes que trocou passes na etapa inicial, o Galo ameaçou. Foi assim aos 32 minutos e aos 44, nas finalizações de Pratto e Robinho. Mas a Academia deu o troco, de novo com Lisandro López, que bateu rente à trave.

Os 45 minutos finais foram 45 minutos dramáticos. Com dez minutos, o Atlético lamentou uma bola de Lucas Pratto no travessão. Já o Racing viu Victor salvar duas vezes, nos arremates de Romero e Lisandro López.

A torcida não desanimou. Apoiou o time, cantou, empurrou. Foram 26 minutos tensos. O grito de gol, entalado na garganta, saiu depois que Lucas Pratto cabeceou para as redes: 2 a 1. Um gol que premiou a luta e entrega do atacante alvinegro.

Mas seguiu o drama. Daqueles. Aos 35 minutos, o árbitro marcou pênalti após toque de mão na área do defensor argentino. Lucas Pratto bateu e o goleiro Ibáñez defendeu. Foi o segundo pênalti seguido desperdiçado pelo atacante, o terceiro do Galo na temporada (Robinho também não converteu este ano). Tão incrível quanto o gol perdido por Júnior Urso aos 43 minutos. Livre, o volante chutou em cima do goleiro. O sufoco só terminou com o apito final aos 49 minutos.

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