Ministro George Hilton lança Programa Luta Pela Cidadania

Ministro George Hilton lança Programa Luta Pela CidadaniaCom o objetivo de democratizar a prática esportiva no país, o Programa Luta Pela Cidadania foi lançado na última segunda-feira (21) pelo ministro do Esporte, George Hilton, no auditório do Ministério. Com a presença de vários atletas das mais diversas modalidades que envolvem lutas e artes marciais, o programa foi apresentado.

O ministro explicou de que maneira funcionará a iniciativa. “O ministério entra com a função de ampliar o número de centros de treinamento, alcançando ainda mais pessoas, desde crianças a idosos. Temos uma parceria com as escolas e as Forças Armadas, que contempla 16 mil crianças. Nossa meta é que o programa alcance 50 mil até o fim do próximo ano. Queremos ampliar, precisamos de união com as federações, trabalhar com crianças especiais. Nós vamos ser responsáveis pelo pagamento de profissionais e doação de equipamentos”, declarou.

George Hilton ressaltou ainda a ideia de formular um texto que seja aprovado pelo Congresso Nacional e vire lei o mais rápido possível – o Sistema Nacional do Esporte. “O Luta pela Cidadania faz parte de uma política de Estado, uma política que deve ser contínua. Por isso estamos trabalhando diuturnamente para apresentar o quanto antes a Lei de Diretrizes e Bases do Esporte. Assim, independentemente de partido, de quem estiver à frente de uma secretaria ou dda pasta, haverá diretrizes, e todos teremos que segui-las”, acentuou.

Natália Falavigna, medalhista de bronze dos Jogos de Pequim 2008, representando o país no taekwondo, esteve na mesa principal do evento e falou sobre o que o Luta pela Cidadania pode agregar à vida das pessoas. “Quando se tem uma boa quantidade de praticantes, encontramos a qualidade com maior facilidade, falando na questão do alto rendimento. Porém esse programa é mais importante na questão da inclusão. A arte marcial traz uma questão filosófica diferenciada, ou seja, teremos valores éticos muito mais sólidos. Só assim para mudarmos uma sociedade, o que acaba virando uma engrenagem muito positiva. Ajudando os outros, você se torna uma pessoa melhor tanto no lado profissional quanto no pessoal”, declarou Natália.

Aos 21 anos, Caio Machado Nunes, é atleta de Brasília e tem o sonho de chegar à seleção brasileira de boxe. “Quem sabe um dia poderei participar de uma Olimpíada. Um evento desse é muito importante para estarmos cada vez mais divulgando e promovendo o esporte. É importante porque trata da inclusão social, diminui o número de marginalizados. O esporte te livra de diversas coisas, como das drogas, e te proporciona outras inúmeras coisas, como disciplina e respeito”, enfatizou.
Medalhista no Pan-Americano de Toronto, Davi Albino ficou emocionado ao falar sobre a importância do Programa. Lembrou dos tempos difíceis que teve na infância, adolescência. “O esporte não forma só campeões, forma cidadãos. É fundamental isso para as pessoas. Eu sou a prova viva de que o esporte faz você um ser humano melhor, colocando em comunidades, em áreas carentes. Eu vim de uma área carente, do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Algo que facilita é o fato de o esporte que envolve lutas ser mais barato que outros. Com uma camiseta e um short, já podemos treinar e praticar”, completou.

Fonte: Ministério do Esporte 

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