Josh George quer “voar” na pista de atletismo no Rio 2016

Divulgação/Rio 2016

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Um dos principais atletas em cadeira de rodas do mundo, Josh George já alcançou importantes feitos em sua carreira e testou suas habilidades em diferentes modalidades. Ele coleciona cinco títulos mundiais e cinco medalhas no atletismo em Jogos Paralímpicos – em provas que vão desde os 100m aos 800m, na classe T53.

O norte-americano é também campeão Parapan-americano e dono de uma medalha de prata no mundial de basquetebol em cadeira de rodas. Com sede de vitória, o atleta de 30 anos garante que ainda não está satisfeito e agora sonha adicionar mais um ouro à sua coleção de medalhas nos Jogos Rio 2016.

“Não vejo a hora de competir nos Rio. Eu absolutamente amo a energia dessa cidade e, se tudo der certo, em 2016 vou subir no topo do pódio e conquistar uma medalha de ouro”, diz o velocista, que vai tentar disputar as provas de 400m, 800m, 1.500m e 5.000m da categoria T53 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

“Continuo correndo porque ainda quero ver o quão longe posso ir e o quão rápido posso correr. Todo dia busco atingir o meu potencial máximo e percebo que estou ficando melhor, mas ainda não estou lá. É um sentimento viciante”, completa.

George decidiu focar no atletismo depois que conquistou o ouro no basquetebol em cadeira de rodas nos Jogos Parapan-americanos Rio 2007. Ele já havia conquistado dois bronzes nos 100m e nos 400m, em sua primeira participação Paralímpica, em Atenas 2004, pouco antes de ajudar os Estados Unidos a ganhar a prata no campeonato mundial de basquetebol em cadeira de rodas em 2006. Em Pequim 2008, ele saiu com uma medalha de ouro e uma de prata nos 100m e 800m, respectivamente. Para, em Londres 2012, conquistar o bronze nos 800m.

O atleta explica que seus dois esportes preferidos têm desafios e recompensas diferentes. “Desde pequeno, sempre pratiquei todos os esportes em cadeira de rodas. Basquetebol e corrida em cadeira de rodas são os meus esportes favoritos, e sempre tirei coisas bem diferentes de cada um deles. No basquetebol, aprendi muito sobre trabalho em equipe, enquanto a corrida é muito mais sobre o que o meu corpo pode fazer”, explicou.

Mais do que testar a pista do Estádio Olímpico, palco das provas do atletismo nos Jogos Rio 2016, George afirma que está ansioso para se encontrar de novo com a torcida carioca.

“Estou muito animado para sentir de novo a energia das pessoas dessa cidade. Os fãs cariocas sempre se mostraram tão envolvidos pelo esporte e celebram as competições de um jeito único. Algumas das partidas que disputei aqui foram das melhores de toda a minha carreira. Lembro de uma partida contra o Brasil com a arquibancada lotada de fãs gritando alto, cantando e dançando, e era um ambiente incrível para se estar – ainda que a maioria dos gritos fossem contra nós, é claro”, lembra.

Além de atleta, George é jornalista, blogueiro e conferencista. Em suas palestras, inspira centenas de pessoas com uma incrível história de superação. Com apenas quarto anos, sua vida mudou bruscamente ao cair da janela de seu quarto, no 12º andar.

Considerado um milagre pelos médicos à época, o menino não apenas sobreviveu, como aprendeu a entender a deficiência apenas como uma maneira “diferente” de fazer as coisas.

 “Todas as pessoas com deficiência devem sempre ter em mente que elas podem conseguir absolutamente tudo o que quiserem, assim como qualquer pessoa. Você pode até ter que fazer algumas coisas diferentes dos outros para conseguir isso. Eu, por exemplo, em vez de andar do ponto A ao ponto B, uso uma cadeira de rodas. Mas com um pouco de criatividade, tudo é possível”, garante.

Segundo o atleta, toda essa boa disposição é herança da educação que recebeu em casa desde a infância.

“Acredito que o que fez a maior diferença para mim foi que os meus pais nunca me trataram de forma diferente do que faziam com meus irmãos. Tive todas as oportunidades, assim como eles, para crescer e vencer na vida. Acho que quando você é criança e algo assim acontece com você, acaba reagindo da mesma forma que os seus pais reagem. Como eles tratavam como se a minha deficiência não fosse nada demais, eu também encarei assim”, destaca.

Fonte: Portal Brasil

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