Brasil disputa Mundial de boxe feminino na Coreia do Sul

Adriana Araújo (na foto, de vermelho) busca na Coreia do Sul o sonho do título mundial inédito (Divulgação/Valterci Santos/AGIF/COB)

Adriana Araújo (na foto, de vermelho) busca na Coreia do Sul o sonho do título mundial inédito (Divulgação/Valterci Santos/AGIF/COB)

As melhores pugilistas do mundo estão prestes a subir no ringue. A partir dessa quinta-feira (13), até o dia 25, a elite do boxe feminino se reúne na cidade de Jeju, na Coreia do Sul, para os combates no Campeonato Mundial da modalidade. A delegação brasileira conta com uma equipe que mescla renovação, talento e experiência.

O País será representado por sete pugilistas que se dedicam integralmente ao boxe, com o apoio dos recursos financeiros do programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte.

Adriana Araújo, contemplada pela Bolsa Pódio, é o destaque da delegação que conta ainda com Graziele de Jesus (na categoria 48kg), Clelia Costa (51kg), Taynna Cardoso (57kg), Jessica Carllini (69kg), Flavia Figueiredo (75kg) e Andreia Bandeira (81kg).

O mundial será disputado em dez categorias: 45-48kg, 51kg, 54kg, 57kg, 60kg, 64kg, 69kg, 75kg, 81kg e mais de 81kg. A caçula da delegação brasileira é a Graziela de Jesus, com 23 anos.

Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, a baiana Adriana Araújo é a atleta mais experiente da equipe, com 33 anos.

O boxe feminino entrou para os Jogos Olímpicos na última edição do evento, em Londres 2012. A modalidade foi disputada nas categorias mosca (51kg), leve (60kg) e meio-pesado (até 81kg).

Sonho

O ano de 2002 foi decisivo na carreira de Adriana Araújo. Ao sair de Salvador pela primeira vez para disputar os combates do “Verão Vivo” em Recife, quando enfrentou a Simone Duarte – uma referência no boxe feminino – Adriana teve a certeza que tinha condições de realizar o sonho de viver do esporte. A baiana não imaginaria que dez anos depois iria entrar para a história do esporte brasileiro ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos.

O pódio olímpico não satisfez completamente o desejo da pugilista. “Tenho dois sonhos que tenho que buscar: o de ser campeã mundial e de mudar a cor da minha medalha olímpica, para a cor dourada em 2016”, disse Adriana, que revela que nunca imaginava que o pódio olímpico viesse antes do título mundial.

Depois da glória em Londres, a pugilista ficou de fora da seleção principal de abril de 2013 até o fim de fevereiro de 2014. O Mundial é a oportunidade para mostrar que tem reais chances de subir novamente no pódio olímpico no Rio de Janeiro.

Imagem: Ministério do Esporte

Preparação

O Mundial da Coreia do Sul é a competição mais importante da temporada. A preparação das brasileiras foi intensa. As pugilistas finalizaram a fase de treinamento técnico e tático no Centro de Treinamento de Camberra, na Austrália. As brasileiras treinaram com a Seleção Australiana.

Investimentos

O programa Bolsa-Atleta é um dos principais apoiadores dos pugilistas brasileiros, atendendo atletas nas diferentes categorias: Nacional, Internacional, Olímpica e Bolsa Pódio.

Atualmente são 145 atletas atendidos, sendo 106 masculino e 39 feminino. Visando os Jogos Olímpicos, o Ministério do Esporte apoia oito atletas com a Bolsa Pódio: Everton Lopes, Robenilson de Jesus, Julião Henrique, Roberto Queiroz, Adriana Araújo, Michel de Souza, Patrick Chagas e Robson Conceição.

A Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) conta com o patrocínio da Petrobras, por meio do Plano Brasil Medalhas 2016 que tem o objetivo de colocar o Brasil entre os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Curiosidades

O boxe é uma das modalidades mais antigas do mundo, com indicações históricas de que homens na pré-história já praticavam lutas com as mãos.

A expressão “jogar a toalha” vem da modalidade. O gesto de jogar uma toalha no centro do ringue é uma tradição no boxe, que significa que o atleta desistiu da luta quando o treinador analisa e vê que o atleta está em sérias dificuldades no combate.

Dentro do ringue, quando os dois pugilistas se abraçam não significa um gesto gentil entre os oponentes. Conhecido como clinch, o abraço é utilizado pelos atletas quando estão cansados ou quando tentam diminuir o ritmo da luta, dificultando o ataque dos oponentes.

Fonte: Ministério do Esporte

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