F1: Futuro presidente da Ferrari nega união com a Fiat Chrysler

Montezemolo e Marchionne posam para foto em entrevista coletiva (foto: ANSA)

Montezemolo e Marchionne posam para foto em entrevista coletiva (foto: ANSA)

O futuro presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, negou nesta quarta-feira (10) que a empresa se unirá à Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e se tornará norte-americana. “A Ferrari nasceu e morrerá italiana. Se qualquer coisa vier produzido de fora deste estabelecimento seria obsceno, totalmente inconcebível. Se não nascer aqui, não será mais a Ferrari”, disse Marchionne em coletiva de imprensa.

Ele ressaltou que “a Ferrari não pode se apoiar no sistema Fiat-Chrysler. A independência operacional jamais será colocada em discussão. Não acredito que essa será uma grande temporada, vamos com calma. Acredito na gestão esportiva desta empresa, os sucessos chegarão”, destacou o atual CEO da FCA.

Ele ainda acrescentou que para as pistas haverá muito trabalho. “Haverá encontros com [Marco] Mattiacci. Há um trabalho em curso e um problema de motor. Há um grande trabalho a tocar para frente”, disse Marchionne se referindo à gestão técnica da escuderia.

Marchionne também teve que responder perguntas sobre os dois atuais pilotos da equipe, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso. Sobre eles, ele ressaltou que “são dois campeões do mundo e infelizmente não conseguimos dar a eles meios para vencer” e que “dá agonia a mim e a eles” essa situação de maus resultados.

‘Novo ciclo se inicia’, diz Montezemolo

O atual presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou que a equipe entrará em uma nova era com a sua saída. “Temos um ano duro porque negligenciamos a importância e as dificuldades desse novo sistema de motor, que não é tradicional. Mas, esse será um novo ciclo para a Fórmula 1 e há potencial para voltar a ganhar logo”, destacou Montezemolo.

Ele acredita que a mudança fará bem para a equipe e agradeceu aos fãs do time pela paciência. “Passamos por momentos extraordinários e difíceis. Momentos também dramáticos. Aos torcedores, agradeço e os saúdo com a convicção do máximo empenho para levar a Ferrari para o lugar que ela deve estar”, ressaltou.

Montezemolo ainda aproveitou para falar sobre seu futuro profissional e sobre sua decisão de deixar a escuderia. “No meu planejamento profissional-familiar, pensava em deixar a equipe no final do ano que vem, mas inicio uma fase nova. Até a metade de outubro, me concentrarei ao máximo aqui. Depois conversamos, é prematuro falar. Quero também me ocupar com a escola do meu filho”, disse Montezemolo despistando se irá assumir a presidência da companhia aérea italiana Alitalia.

Fonte: Ansa Brasil

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