Talento chileno desafia a tradição brasileira na Copa

 

Comandada por Arturo Vidal e Alexis Sánchez, talentosa geração chilena vai enfrentar retrospecto desfavorável contra o Brasil

Comandada por Arturo Vidal e Alexis Sánchez, talentosa geração chilena vai enfrentar retrospecto desfavorável contra o Brasil

Neste sábado (28), pela segunda vez seguida, Brasil e Chile se enfrentam na oitavas de final de uma Copa do Mundo, em partida que acontece às 13h no Mineirão, em Belo Horizonte. E se é verdade que “La Roja” chega para esse confronto com uma das melhores gerações de sua história, também é fato que o retrospecto da seleção canarinho no duelo é extremamente favorável aos donos da casa.

Além do jogo de 2010 – vitória brasileira por 3 a 0 -, os dois países se encontraram outras duas vezes em Mundiais. A primeira delas foi nas semifinais de 1962, quando a amarelinha derrotou a equipe andina por 4 a 2 – e jogando em território adversário. A segunda foi em 1998, também nas oitavas, quando o Brasil bateu o time comandado por Marcelo Salas e Iván Zamorano por 4 a 1.

Como se não bastasse, a seleção não perde para o Chile desde 2000, quando foi derrotada por 3 a 0 em Santiago nas eliminatórias para o Copa de 2002. De lá para cá, foram 12 partidas, com 10 vitórias brasileiras e dois empates. Outro número impressiona: nessa dúzia de confrontos, o Brasil marcou 36 gols (média de três por jogo) e sofreu apenas sete.

Durante o segundo período de Luiz Felipe Scolari como treinador canarinho, os rivais sul-americanos se enfrentaram em duas oportunidades: um 2 a 2 no Mineirão em abril de 2013 e um 2 a 1 em Toronto em novembro do ano passado. Mas para superar essa história incômoda, o técnico argentino Jorge Sampaoli terá as suas principais estrelas à disposição, incluindo o volante Arturo Vidal, que ainda não se recuperou totalmente de uma cirurgia no joelho e foi poupado na derrota para a Holanda na fase de grupos.

No entanto, o zagueiro Gary Medel sentiu na quinta (26) uma lesão muscular e corre o risco de ficar de fora da partida, embora Sampaoli não tenha confirmado a sua ausência. “Se o jogo fosse nesta sexta [27], seguramente ele estaria fora, mas o garoto é um guerreiro, um tipo bem particular, e quer muito jogar. Então vamos esperar”, afirmou o treinador da Roja.

Por outro lado, o Brasil também pode ter problemas para o duelo. O defensor David Luiz reclamou de dores na região dorsal e não participou da segunda parte do treino desta sexta-feira. E mesmo que os exames não tenham constatado nenhuma contusão, o próprio atleta disse não saber se estará em condições de atuar. Contudo, especula-se que seja apenas um jogo de cena para confundir o adversário.

Dúvidas à parte, a seleção deverá entrar no gramado do Mineirão com Fernandinho no lugar de Paulinho, e existe a possibilidade de uma troca de Daniel Alves por Maicon na lateral-direita. “A equipe apresenta 80% das condições que tinha na Copa das Confederações. A evolução foi notada e podemos dizer que será um jogo em que estaremos quase nas condições ideais”, garantiu Felipão.

Fonte: Ansa Brasil

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