Brasil vence nos pênaltis e afasta ‘Mineirazo’

Júlio César pegou duas cobranças do Chile na disputa por pênaltis

Júlio César pegou duas cobranças do Chile na disputa por pênaltis

Com muito sofrimento e pouco futebol, a seleção brasileira derrotou o Chile nos pênaltis, após um empate por 1 a 1 no tempo normal, e manteve vivo o sonho do hexa em casa. A vitória nas penalidades foi alcançada graças ao goleiro Júlio César, que pegou as cobranças de Pinilla e Alexis Sánchez, e à trave, que parou o chute de Jara.

Como era de se imaginar, a partida começou bastante tensa. Em menos de três minutos de jogo, o Brasil já havia feito quatro faltas, incluindo uma chegada dura de Fernandinho em Aránguiz, que devolveu com uma joelhada na perna de Neymar. O primeiro lance de perigo aconteceu aos 11 minutos de jogo. Sánchez recebeu lançamento longo, invadiu a área pela direita e cruzou rasteiro, mas Júlio César conseguiu interceptar.

Pouco tempo depois, a seleção brasileira devolveu. Hulk entrou na área chilena e caiu, pedindo pênalti, mas o juiz nada marcou. Em seguida, a Roja começou a abusar das faltas ao redor da sua área, uma estratégia arriscada para quem tem uma zaga tão baixa. Na primeira delas, Neymar cobrou nas mãos do goleiro Bravo. Na segunda, o arqueiro espalmou para escanteio a cobrança de Hulk.

No tiro de canto, Thiago Silva desviou de cabeça e Jara tocou para o seu próprio gol, abrindo o placar para os anfitriões. Mas a Fifa deu o tento para David Luiz, que estava na jogada. No entanto, a vantagem brasileira não abalou os andinos, que mantiveram seu jogo e a posse de bola até encontrar um espaço. E a oportunidade veio aos 31 minutos de jogo. Marcelo cobrou lateral no campo de defesa para Hulk, porém o atacante devolveu fraco. Vargas então aproveitou a distração e passou para Sánchez, que chutou rasteiro no canto direito de Júlio César, igualando o placar.

Após o empate chileno, Neymar ainda teve duas chances de marcar. Na primeira, ele recebeu cruzamento de Oscar e cabeceou, mas a bola desviou em Silva e saiu para escanteio. Em seguida, o atacante do Barcelona ganhou um belo lançamento, matou no peito dentro da área e ficou de frente para Bravo, mas tentou enfeitar demais e perdeu o lance.

No entanto, já no começo da segunda etapa, Hulk teve a chance de se redimir da sua falha e colocou o Brasil de novo na frente, mas o bandeirinha viu um toque de braço na hora em que o atacante dominou a bola dentro da área e anulou o tento, revoltando a equipe canarinho. Aos 19 minutos, veio a resposta da Roja. Aránguiz apareceu sozinho de frente para Júlio César, mas o goleiro fez grande defesa à queima-roupa.

Mas apesar das oportunidades, o segundo tempo do jogo foi ficando cada vez mais morno, com os chilenos trocando passes com cautela para levar a partida para a prorrogação. A seleção ainda teve uma boa chance aos 38, após Hulk driblar dois e chutar no canto de Bravo, que mais uma vez apareceu bem. Durante o tempo extra, novamente o jogador do Zenit foi o destaque. Após driblar dois chilenos, Hulk bateu forte de média distância, e mais uma vez parou no arqueiro adversário.

No final, a seleção brasileira ainda ameaçou uma pressão, mas foi Pinilla quem teve a melhor oportunidade de desempatar, ao chutar no travessão da entrada da área. Nas penalidades, prevaleceu a força da camisa brasileira. Apesar das cobranças erradas de Willian e Hulk, Pinilla, Sánchez e Jara perderam para o Chile e afastaram o fantasma de um possível “Mineirazo”.

Fonte: Ansa Brasil

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