Meninas vencem Eslovênia e são 5º no Vôlei Sentado

Na fase de grupos, além da vitória sobre a Eslovênia, sofreu derrotas para EUA e China, por 3 a 0 e 3 a 1 .

Na fase de grupos, além da vitória sobre a Eslovênia, sofreu derrotas para EUA e China, por 3 a 0 e 3 a 1 .

Depois do exorcismo, a afirmação. Nesta quinta-feira (6), a Seleção Brasileira feminina de Vôlei Sentado derrotou a Eslovênia por 3 a 1 (25/16, 25/14, 21/25, 25/21), em 1h38m e fez mais do que garantir a quinta colocação nas Paralimpíadas de Londres. A equipe superou pela segunda vez no torneio uma adversária contra quem sistematicamente vinha encontrando problemas na missão de chegar mais perto das principais potências da modalidade. De quebra, superou a meta estabelecida para sua primeira participação paralímpica, que era uma sexta colocação.

“Caímos numa chave muito difícil, com a China, bicampeã paralímpica, e os EUA, prata em Pequim, além da Eslovênia, e por isso traçamos o objetivo de ganhar experiência e tentar jogar o melhor possível. As meninas, claro, ficaram nervosas, mas hoje jogaram muito melhor do que na primeira partida contra a Eslovênia, um time bem mais rodado em competições internacionais’’, explicou o técnico da seleção, Ronaldo de Oliveira, referindo-se à sofrida vitória no tie-break durante a fase de grupos.

O Brasil disputou cinco partidas na arena Excel. Na fase de grupos, além da vitória sobre a Eslovênia, sofreu derrotas para EUA e China, por 3 a 0 e 3 a 1 (o set ganho sobre as bicampeãs olímpicas foi comemorado como triunfo pelas meninas). Como apenas as duas primeiras equipes de cada chave passam às semifinais, a seleção disputou o torneio de quinto a oitavo lugares, superando a Grã-Bretanha por 3 a 0 para chegar à decisão desta quinta-feira.

Além de ter Jana como uma das três melhores pontuadoras do torneio paralímpico (112, sendo 83 de ataque, 17 de bloqueio e 12 de saque), o Brasil entre os quatro melhores times em todos os fundamentos nas estatísticas da modalidade.

“Isso mostra que não somos dependentes apenas da Jana, por mais fabulosa que ela seja em quadra. Com um bom planejamento e mais jogadoras, temos tudo para ficar com uma medalha na Rio 2016. O importante é que estamos enfrentando as equipes mais estabelecidas sem medo. O vôlei sentado feminino ainda precisa de mais investimento no Brasil por parte dos clubes, mas estou empolgado com o futuro”, afirmou Ronaldo.

Para o presidente da Associação Brasileira de Voleibol Paralímpico, Amauri Ribeiro, campeão olímpico de vôlei em Barcelona 1992, as meninas mostraram competitividade e potencial.

“Temos uma equipe feminina competitiva e que mais trabalhada terá grandes condições de ir mais longe no Rio do que em Londres. Nosso esporte ainda é novo no Brasil, mas estamos crescendo e é muito gratificante ver que os resultados começam a aparecer’’, afirmou Amauri

Fonte: CPB

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