O ronco agora é tratado na cadeira do dentista

Ronco e apneia podem ser tratados no dentistaDormir bem é sinônimo de saúde; logo quem tem dificuldades para embalar num sonho bom, ronca e sofre com respiração aos soquinhos durante o sono,  precisa se cuidar. E rápido. Hipertensão, arritmias cardíacas e até o acidente vascular cerebral (AVC) podem estar associados  a esses distúrbios. O famigerado ronco atinge cerca de 40% da população masculina adulta e 35% da feminina. Segundo a dentista Débora Ayala, da Clínica Debora Ayala Estética e Odontologia Integrada, “quase sempre é o primeiro sinal da apneia”. No entanto, há esperança para os barulhentos roncadores – e quem divide a cama ou o quarto com eles. Débora esclarece que pesquisas atuais demonstram eficácia comprovada no tratamento da doença – e da apneia – com aparelhos intraorais. Normalmente esses aparelhos são dispositivos ou placas colocadas no interior da boca. A especialista lembra, porém, que o cirurgião dentista deve analisar o tema de forma ampla e multidisciplinar antes dos procedimentos.

Vilões conhecidos

A  ingestão de bebidas alcoólicas, comida pesada, alguns antidepressivos e, claro, a obesidade,  favorecem a doença. Vilões conhecidos, eles ampliam a condição de desorganização do ambiente da orofaringe. Isso porque durante o sono, quando o tônus dos músculos da boca diminui, o próprio estado de relaxamento os aproxima. E aí ocorre o bloqueio da passagem do ar. Se não reparado, o problema tende a crescer e atrapalhar seriamente a qualidade de vida das pessoas. Associada a outros fatores, a apneia pode levar o paciente a desenvolver insuficiência cardíaca. Segundo Ayala, além da obesidade, questões relacionadas à funcionalidade das mandíbulas determinam ou agravam o caso.

Tipos de apneia

Debora Ayala explica os tipos de apneia, que os leigos chamam de “falta de ar e fadiga” durante o sono: “Existe a central, de origem neurológica (no núcleo cerebral) quando não há esforço respiratório e a obstrutiva, causada por flacidez dos tecidos que compõem as vias aéreas respiratórias. Tecnicamente a interrupção total do fluxo de oxigênio através do nariz ou pela boca acontece numa frequência de 5 a 10 vezes por hora de sono e dura 10 segundos. Já a hipopneia, compromete o fluxo de ar 50%  Relacionamos também a apneia mista, que combina as duas anteriores juntas e alternadas”, diz a doutora.

Estudiosos dos distúrbios do sono elaboraram um índice para aferir a gravidade dessa bagunça de movimentos respiratórios. Pessoas com índices maiores do que cinco (paradas respiratórias por hora dormida) são consideradas portadoras de apneia.

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