Cervicite: inflamação do colo uterino que ocorre de forma silenciosa

Caracterizada pela inflamação do colo do útero, a Cervicite é uma das patologias que mais atinge mulheres na faixa dos 18 aos 25 anos. A doença pode ainda, ser classificada em aguda ou crônica.

Segundo Fabíola Sperafico, médica ginecologista da Clínica Plena, a aguda é ocasionada por uma infecção transmitida pelo contato sexual, como: clamídia ou gonorreia. Já o segundo tipo pode ser decorrente de irritações que contemplam o uso de absorventes internos, diafragma, acessórios sexuais, cremes, entre outros.

 Diagnóstico

Sinais como: dor intensa no baixo ventre, febre, desconforto ao urinar e sangramento durante a relação sexual são sintomas que podem ser relacionadas também a outras patologias. “Por isso, que o diagnóstico de Cervicite por de ocorrer tardiamente”, complementa Fabíola.

De forma geral, a médica ressalta que a Cervicite não apresenta sintomas, por isso, visitas regulares ao ginecologista realização de exames preventivos são as formas de diagnosticar precocemente a doença.

 Tratamento e complicações

Por se tratar de uma doença inflamatória, o tratamento da cervicite é feito com o uso de antibióticos específicos para os microorganismos causadores da infecção. “É recomendado que o parceiro sexual da mulher seja avaliado para excluir a hipótese de transmissão e, caso ele seja diagnosticado com alguma doença, também faça um tratamento adequado”, orienta Fabíola.

Caso a cervicite não seja eliminada, o quadro pode evoluir para doença inflamatória pélvica (DIP) – uma infecção dos órgãos reprodutivos da mulher -inflamação generalizada dos tecidos pélvicos, inflamação da área ao redor do fígado e até infertilidade. “Tomar os medicamentos corretamente, evitar contato sexual durante o tratamento e manter a higiene são hábitos que auxiliam no desaparecimento da doença”, expõe a especialista.

 Como prevenir

Usar preservativo nas relações sexuais é a principal forma de prevenir a inflamação do colo do útero, mas manter bons hábitos de higiene também evitam a proliferação de bactérias. “Mulheres que já iniciaram a vida sexual também devem fazer exames preventivos com frequência, já que é por meio deles que a doença é diagnosticada”, finaliza Fabíola.

 

MMatsuo

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