Tratamento da Asma – da Idade Média aos dias atuais

Conforme o especialista Raul Emerich, membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) e pesquisador associado da UNIFESP, acaba de lançar em um livro, o tratamento a asma é uma doença global que afeta 300 milhões de pessoas. Dependendo do país, a incidência pode ser de 1 a 18%. O Brasil tem números elevados, ao redor de 10-15%.

Para um adequado controle da doença, os pacientes têm que ser orientados em relação ao uso prolongado de medicamentos, além das medidas não farmacológicas.

Dr. Raul descobriu em suas pesquisas que o tratamento não farmacológico da asma (aquele que não inclui remédio), proposto pelo médico italiano Girolamo Cardano, em meados do século XVI, se aproximava muitos das orientações atuais.

No livro, Raul discorre, baseado em fatos reais, sobre a viagem que o médico fez de Milão à Escócia, com o objetivo de tratar a asma grave de um arcebispo que exercia o poder de fato na região.

Girolamo Cardano orientou ao paciente, em 1552, uma alimentação à base de peixe, exercícios regulares, sono adequado, afastamento da poluição ambiental e menos estresse no trabalho.

Além disso, como primeiro registro da história da Medicina, o médico de Milão orientou a retirada das penas do quarto, uma medida de higiene ambiental alérgica realizada quase 4 séculos antes de ser cunhado o termo “alergia”.

Orientações do século XXI como tratamento não farmacológico

A vitamina D, presente em alguns peixes, pode diminuir substâncias estimuladoras de inflamação, como a interleucina-17, ajudando a controlar a asma.

Estudos demonstram que Asma Induzida por Exercício, que pode atingir por volta de 60 a 70% dos pacientes asmáticos, diminui consideravelmente quando exercícios regulares são realizados.

Sabe-se que o estresse e a poluição afetam o sistema imunológico e facilitam a ocorrência de crises de asma, além de infecções que podem, indiretamente, piorar o quadro.

Estudos recentes mostram que a privação do sono tem como consequência hipertensão e queda da imunidade, além de facilitar outras alterações metabólicas.

Por fim, medidas ambientais como eliminar mofo, penas, epitélios de animais e ácaros contribuem significativamente para a melhora dos quadros alérgicos e a asma, principalmente na infância, é o resultado da ação da alergia no organismo.

Fonte: Comunique-se

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *