Redes sociais exigem nova estratégia de segurança para Londres 2012, dizem especialistas

Segurança será discutida por diretores de redes sociais

Segurança será discutida por diretores de redes sociais

BRASÍLIA – Depois do importante papel que desempenharam em eventos recentes como a chamada Primavera Árabe, o movimento “Ocupe Wall Street” e os distúrbios em Londres em 2011, as redes sociais passaram a ser vistas como uma nova fonte de preocupação para a segurança das Olimpíadas de 2012.

A necessidade de o planejamento do evento levar em conta a velocidade da disseminação e troca de informações na internet foi ressaltada por diversos especialistas na 2ª Conferência Internacional em Segurança no Esporte, encerrada nessa quinta-feira (15) em Doha, no Catar.

Depois das Olimpíadas de Pequim, onde a polêmica foi gerada não pelo excesso, mas sim pela falta de liberdade na internet, os Jogos de Londres são os primeiros a conviver com a nova força das redes sociais e das tecnologias digitais, diz o consultor de segurança do Comitê Olímpico Internacional (COI), Peter Ryan.

“De lá para cá, vimos um desenvolvimento enorme em tecnologias digitais e mídias sociais, e as forças de segurança precisam dominar essas novidades, saber administrá-las, usá-las e monitorá-las”,

Brian Burridge, vice-presidente de Marketing Estratégico do grupo Finmeccanica, que desenvolve produtos de defesa e segurança, lembra que a indústria de segurança vem avançando “enormemente” no monitoramento de conteúdo pela internet nos últimos dois anos.

“Hoje, há sistemas que permitem obter uma amostra de tudo, e-mails, Facebook, Twitter, o que seja”, acrescentou. “Estar a par ou de preferência à frente do lugar de onde o problema está vindo é um aspecto vital para a segurança”.

Presidente da Interpol, Khoo Boon Hui aponta as redes sociais como aliadas no combate ao crime. Como exemplo, ele cita o quebra-quebra ocorrido em Vancouver, no Canadá, após a derrota dos Canucks em uma final de hóquei sobre o gelo.

“A polícia estabeleceu um site interativo para identificar as pessoas envolvidas nos motins e recebeu milhares de informações. A colaboração com o público teve papel enorme na investigação. Uma lição que aprendemos recentemente foi o uso das redes sociais.”

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