Marcha pelo parto humanizado protesta contra excesso de cesarianas

Famílias se reuniram e protestaram contra o aumento do número de cesarianas

A marcha também quis mostrar as vantagens e a importância de um parto humanizado

No sábado, 19, foi organizada em Uberlândia e em diversas cidades do país, como Rio de Janeiro, uma marcha para chamar atenção sobre a humanização do parto. A manifestação faz parte de uma série de atividades que vêm ocorrendo desde 2012 em 32 cidades. Nela, homens, mulheres e crianças protestam contra o excessivo crescimento do número de cesarianas no país.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, na rede pública, a frequência dessas cirurgias aumentou de 37,8% para 52,3% em 10 anos. Nos hospitais particulares o número chegou a 80%. Em contrapartida, a OMS recomenda que a taxa de cesarianas não chegue a 15%.

A organizadora do evento, Ana Paula, que trabalha como doula (assistente de parto), explicou que é necessário mais respeito aos profissionais e incentivo para que o parto humanizado seja mais difundido. Segundo ela, este tipo de concepção é baseado em três pilares: as decisões tomadas em relação ao nascimento, para que sejam fundadas em descobertas científicas atuais; levar em consideração a experiência do médico; e considerar sobre a capacidade da mulher de decidir sobre o próprio corpo.

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